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José Freitas desabafa sobre a SFUAP

13 de Outubro 2017

Esta é para os Amigos da SfUAP

Hoje pela manhã que pela primeira vez após a minha saída como técnico desta casa a onde estive quasi Meio Século,para assistir a aula de natação era minha mulher,fui surpreendido por um jovem nadador que chorava por ter que abandonar a sfuap,tinha pena de virar as costas as pessoas com quem conviveu durante estes anos todos que viveu neste convívio saudável da sfuap entre técnicos e nossos familiares
E, verdades que não estava a espera de assistir aquilo que nunca assisti durante os anos que por lá passei
Então o jovem,dizia que não pode continuar,porque não teem apoio da parte da Direcção,até que o próprio Presidente,disse numa reunião com os jovens quer a sfuap lhes estava a fazer um favor de fazerem uma prática desportiva( todos os praticantes pagam uma mensalidade e ainda os custos com deslocacacoes fora) Palavras que ficaram muito sentidas nos jovens,é cercada qQue a equipa está toda desmotivada na forma como este jovem promissor se desabafou com lágrimas nos olhos Como e de conhecimento geral uma grande parte dos jovens promessas da sfuap foram convidados pelo anterior técnico para representarem o Benfica Este e mais um que vai reforçar a equipa do clube encarnado que oferece melhores condições aos jovens promessas
Com a idade que tenho dedicada a uma modalidade com grande paixao,estava muito longe de assistir ao que assisti.

Veja mais em ::::> José Freitas

Banda da SFUAP

1989 Orquestra no Jardim da Cova da Piedade

2010 Banda SFUAP na Cova da Piedade

2010 Banda SFUAP na Trafaria

Banda SFUAP 2010

Natação SFUAP

1987 Cova da Piedade 24 horas a nadar SFUAP



1988 Cova da Piedade -24 horas a nadar SFUAP

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ATsisLEtm00&w=560&h=315]

1988 Almada – Festival Natação SFUAP

2007 SFUAP 24 horas a nadar

2010 Natação SFUAP

1989 Comemorações do centenário SFUAP

A 23 de Outubro de 1989 a SFUAP comemorou 10 anos de existência


1989 – SFUAP Conferencia 100 anos de actividade

1988 SFUAP muda a sede para o Palácio José Gomes

A SFUAPiedense muda a sede social para o palácio José Gomes após o incêndio no edifício do Largo 5 de Outubro.

1968 SFUAP inaugura Secção de Campismo

Os praticantes de Campismo Desportivo na Cova da Piedade iniciaram a sua actividade em princípios dos anos 50 do sec. XX.

A secção de Campismo da Cooperativa Piedense e do Clube Desportivo da Cova da Piedade, emprestavam aos seus associados o material de campismo, como tendas, sacos de água, mesas, bancos etc.

Organizavam acampamentos onde acolhiam campistas de saco ás costas vindos muitas vezes de lugares longínquos que percorriam a pé e à boleia.

O grande impulsionador desses tempo era o Sr. Geordano que também era projeccionista no salão de cinema da SFUAP.

Ele conseguiu congregar os praticantes das Secções de Campismo da Cooperativa e do Desportivo da Cova da Piedade para formarem uma nova secção de Campismo desta vez na SFUAP onde a Direcção disponibilizou uma sala para a nossa actividade.

Eram o Borginho, o Manuel Quaresma, o João Reis,o Nini, o Fernando Cruz e muitos outros

A Secção passou a ser frequentada diariamente e formou-se uma comissão de trabalho para serem estabelecidas as actividades a desenvolver.

O ambiente era familiar e todos os dias chegava gente nova.

 

 

Nas Festas da Cova da Piedade de 1969

Resolvemos fazer mesmo em frente à nossa Secção, uma quermesse de petiscos para angariar fundos para a reconstrução da nossa secção de campismo.

Carlos Coelho, Lcruz, Lourdes Quaresma, Maria Antónia, Nini, Tólinhas

Fernando Cruz, João Silva, Cruz, Manuel Quaresma

1970 Mudança e remodelação da Sede

Com os dinheiritos feitos nessas e noutras angariações a sede da Secção de Campismo muda-se para outro local e faz remodelações as quais tiveram como grande mestre o

Sr. Fernando da Cruz

Ele foi o arquitecto da nova sede que ficou linda com decoração em madeira de costaneiros que tornava a sala acolhedora e rústica.

Com a nova sede construída voltamo-nos em força para a actividade do campismo desportivo.

A partir de 1971 a actividade da secção de campismo SFUAP aumentou com a participação em massa em Acampamentos Desportivos nos quais arrecadando muitas taças de participação e com participações marcantes nos fogos de campo.

Era tempo de acampar

No início dos anos 70 do sec. XX passar o fim de semana junto à natureza e na companhia de amigos era do melhor que queríamos ter.

 

 

Podíamos conviver com velhos campistas como o Tio Henrique que era o espelho dos Maquis Franceses que depois da guerra inventaram as férias nos campos e nas montanhas.

 

O Lagarto, O Chagas e a sua Pantera, o Gilberto dos Cabindas, o Caldeira do Porto, o Carlinhos do Estrela, o Mário do Carmo e tantos outros

 

A certa altura levámos 2 autocarros cheios de gente a um acampamento do CCL em Almornos.

O primeiro hino da secção de campismo SFUAP foi o Hino da Juventude

só mais tarde tivemos um hino dos “graúdos”

Hino da Juventude

Dentro do campismo nós somos Obreiros da Felicidade Cantando para vós aqui estamos Juventude da Piedade

Acampar,Acampar Este é o meu lema E marchar, e marchar Sendo assim vale a pena

Eu levo o meu saco ás costas E as minhas botas cardadas Eu vou pela estrada fora vou ter com os meus camaradas

e nesta noite tão linda À luz grande do braseiro Nós temos uma mensagem Salve , Salve Companheiro

Amanhã quando acordarmos E mesmo ao nasces da aurora sorridentes nos soltamos da nossa tendinha para fora.

Gabriel Quaresma

 

A partir de 1970 a Secção de Campismo da SFUAP, passou não só a participar em Acampamentos desportivos realizados pelos outros Clubes, como também passou a organizar os seus próprios acampamentos, onde afluíam um grande numero de Companheiros Campistas vindos de diversos pontos do Pais.

 

1970 Acampamento da Juventude em Vale Fetal

 

 

 

Diariamente a Secção de Campismo SFUAP era visitada por muitos Companheiros e Companheiras que organizavam regularmente reuniões de convívio, onde para além da música estava sempre presente a amizade e a camaradagem.

O Mano, O Jorge Lourenço, O Tó Zé, O Henrique Tavares, o Vasco das Barrocas, o Cá Mané, o Zé Faisco, o Heischmann, o Borginho e outras…..

Organizávamos exposições de marial campista para podermos captar novos campistas.

A partir de 1971 a Secção de Campismo teve autorização dos serviços florestais para ocupar nos meses de verão uma parcela de terreno junto à Praia da Mata que anteriormente era ocupada por uma colónia infantil do Benfica.

E assim passámos a acampar durante Junho, Julho e Agosto no meio de uma imensidão de acácias as quais íamos cortando antes de montarmos as tendas.

Eram tantas acácias que se podia ir do centro do acampamento até á estrada principal sempre em cima de árvores.

 

 

 

 

 

 

 

Tínhamos água do poço e W.C. em fossa séptica

e todos participavam em tarefas para o bem comum

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=crkm38AOnKc&w=560&h=315]

A partir de 1973 surge um homem que levaria mais longe os destinos da secção e da colectividade

Mário Martins foi o impulsionador do processo de legalização do espaço que ocupávamos provisoriamente na Praia da Mata como Parque de Campismo da SFUAP.

1987-88 Incêndio e demolição SFUAP

1988 Secção de Campismo e Sede da SFUAP

uma vista da fachada da colectividade antes do incêndio

;No dia 2 de Dezembro de 1987 a Sede da SFUAP estava em chamas

Em 1988 deu-se a demolição do edifício

Incendio e demolição

 

1974 SFUAP ganha Parque de Campismo

O momento em que o Presidente da SFUAP , Fernando Trindade Valverde, assinava o contrato de arrendamento do Parque de Campismo na Costa da Caparica.

 

Estiveram presentes no acto várias entidades oficiais, o Presidente da Federação Portuguesa de Campismo, Sr. Joaquim Campino e António Borginho, Nini, Mário Martins como representantes da Secção de Campismo.

 

 

 

A Direção da SFUAP contava agora com um “inesperado” meio de sobrevivência, já que a sua situação financeira era muito preocupante.

 

 

 

Mário Martins cumpre promessa feita

O grande impulsionador da cedência do Parque de Campismo tinha prometido cortar as barbas no dia em que a SFUAP fosse dona do Parque de Campismo

 

A partir de Janeiro de 1974 os ventos vão mudar e a secção de campismo é dissolvida pela Assembleia Geral, e o parque de Campismo passa a funcionar como uma entidade autónoma.

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Muitos destes homens e mulheres que tornaram este sonho possível, nunca viriam a usufruir do espaço como lugar de laser.

Outros permaneceram no Parque durante anos sem qualquer contacto com a sua Direcção apenas dando sol ás varizes e ás saudades de outros tempos.

O colectivismo e a força de acreditar num sonho para o bem comum tinha agora novas regras que a pouco e pouco desvaneceram no tempo os feitos de um punhado de Piedenses de uma Secção de Campismo que ousaram querer um Parque de Campismo.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=oiOLcHGctGs&w=560&h=315]

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=R_hcKCjT6so&w=560&h=315]

O Movimento Campista da SFUAP entre anos 50 e 80 do Sec. XX

1889 fundação da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense

A 23 de Outubro de 1889 foi fundada a SFUAP na Cova da Piedade

Corria o ano de 1889 quando “ um grupo estóico de rapazes, havidos pelo desenvolvimento associativo “, resolveu fundar a Sociedade Filarmónica União Artística Piedense, constituindo, desde logo uma banda de música.

Decorridas algumas semanas , a SFUAP inaugura a sua primeira sede, na chamada “ casa dos frades “, ao lado da capela existente a sul do jardim Público da Cova da Piedade.

Fundadores: Domingos da Saúde, Daniel Andrade, José António Gomes, António Pais Padrão, Manuel Tavares, António Xavier de Araújo, Carlos Ayrens [Ahrens], António Pedroso, Francisco Caramelo e Artur Ferreira Paiva.

 

Artur António Ferreira de Paiva, o primeiro regente da Banda da SFUAP, pôde iniciar os ensaios. A primeira saída (conhecida) da nossa Banda verificou – se na Quinta dos Frades, onde os novos executantes foram aprender a marchar ao som da música.

Por volta de 1890, fundava-se o “Theatro Almeida Garrett”, também conhecido por “Theatrinho na Cova da Piedade” […]

 

Situado onde hoje está instalado o actual Cine-Teatro da “Sociedade União Piedense”, tinha sido antes uma adega, propriedade de Pompeu Dias Torres, dono do “Hotel Club” e da maior parte dos terrenos da comunidade piedense. […]

José Joaquim Correia, ao instalar naquele local uma casa de pasto, que passou a ser conhecida pelo “75”, teve a feliz ideia de aproveitar a retaguarda para montar o teatro.

Para isso foi constituída uma sociedade por acções populares, de que foram principais accionistas: António José Gomes. José Joaquim Correia, José Vicente Gomes Cardoso, Joaquim Caetano Veríssimo, José Figueiredo, Manuel Marques “das C”aeiras”, Joaquim José Vieira, Sargento Paulo (dos torpedeiros), António Vicente Pais Padrão (industrial corticeiro), mestre António Maria Ribeiro, Carlos Ahrens, António Gonçalves, Joaquim Gonçalves e Alfredo Sandeman.

O primeiro espectáculo no “Theatro Garrett” foi composto pelo drama “O Gaspar Serralheiro” e a comédia “Por causa dum clarinete”. […]

António José Gomes comprou o referido edifício em 1898 e alugou-o à Sociedade Filarmónica União Artística Piedense (desde 1901), com a renda mensal de 10$00 [sic] a troco de uma quota associativa daquele. Consta que a casa foi alugada por António José Gomes a um cunhado seu, Carlos Ahrens (também fundador da S.F.U.A.P.), na condição da colectividade manter a Banda Filarmónica. […]

 

 

 

 

 

 

Alguns anos mais tarde, face às inúmeras carências de instrução que afligiam a população, a colectividade enveredou pela instrução, criando uma escola primária [na antiga Cardosa do Caramujo, actual rua Tenente Valadim,] com aulas diurnas para as crianças (na sua maioria, filhos de operários cortíceiros) e nocturnas para adultos. […] (2)

Três semanas após a abertura desta escola, as aulas tinham uma frequência de 110 alunos, lecionados pelo saudoso professor José Martins Simões. Esta obra realizou-a o esforço de alguns ardorosos sócios. A escola possuiu um estandarte próprio, que era o enlevo da garotada, e um grande benemérito desta terra, que foi António José Gomes, de tal modo perƒilhou esta obra, que vestiu mais uma centena de alunos, dando-lhes um ƒardamento

 

 

Em 1930 a banda tinha um novo maestro Leonel Duarte Ferreira

 

 

 

 

Os anos passaram, dezenas de jovens aprenderam música na SFUAP, desfilaram com a sua banda e participaram em manifestações musicais. Em 1934, os registos assinalam a existência de 33 executantes. Em 1932, Fernando Marques Francisco havia sido inspirado autor do primeiro hino da SFUAP conhecido.

 

Fontes:::> Romeu Correia e Alexandre Flores

Hino da SFUAP —- aproximado texto não confirmado

A 23 do décimo mês de 1889 Com altivez bem alto erguemos a bandeira que nos cobre Gloria pois aos fundadores que honraram a nossa terra ……. à nossa Sociedade e ao bem que ela encerra

Bem alto ergamos a nossa união artística Piedense A nossa sociedade que a todos nós pertence a nós pertence a nós pertence

 

1941 Escola António José Gomes

 

1958 O Grupo de Teatro da Cooperativa Piedense no Palco da SFUAP

 

 

 

 

 

Grupo de Teatro Amador SFUAP 1989

SFUAP – Para que se não perca a História

Este site tem o propósito deixar alguma informação sobre a Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e da sua Secção de Campismo que iniciou a sua actividade em 1968 e conseguiu em Janeiro de 1974 a cedência oficial do Parque de Campismo da Praia da Mata na Costa da Caparica.

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