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Sindicatos exigem integração de precários em Almada

13/04/2018

Trabalhadores da Câmara de Almada manifestam-se contra despedimentos

Os trabalhadores da limpeza da Câmara de Almada saíram à rua. Lutam pelos 51 trabalhadores que podem ficar sem emprego com o fim dos contratos precários, que terminam este mês. Entregaram também um manifesto à autarquia de apelo à integração. A concentração juntou centenas de trabalhadores e serviu para exigir a integração dos contratados a prazo. Porém, a autarquia diz que estes não cumprem os requisitos da lei para a regularização de vínculos precários.
“Tivemos aqui centenas de trabalhadores que vieram exigir a integração de 51 contratados a prazo da higiene urbana, ao abrigo da Lei, para a regularização de vínculos precários. E entregámos um abaixo-assinado com 900 assinaturas a exigir a regularização dos vínculos precários destes trabalhadores”, disse à agência Lusa Luís Leitão, coordenador da União de Sindicatos de Setúbal.
“A Câmara de Almada, ao contrário do que diz, só não integra estes trabalhadores porque pretende manter a precariedade e não por qualquer impedimento legal. Não é uma questão jurídica, é uma questão de vontade política. Se quiserem ouvir o STAL – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, eles explicam como se pode fazer a integração com total respeito pela lei”, acrescentou o coordenador sindical.
João Couvaneiro, vice-presidente da Câmara de Almada e eleito pelo Partido Socialista, acusou trabalhadores e sindicalistas de invasão aos Paços do Concelho e ao seu gabinete quando este se preparava para receber apenas uma delegação da Comissão de Trabalhadores.
O coordenador da União de Sindicatos de Setúbal nega qualquer invasão. “Os trabalhadores foram apenas, coletivamente, fazer a entrega do abaixo-assinado e não provocaram distúrbios”, garantiu.

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Agência de Notícias com Lusa

“Somos todos 51”? Ou a hipocrisia da CDU e do STAL em Almada!

segunda-feira, 2 de abril de 2018
Ermelinda Toscano

Na sequência da manifestação do passado dia 29-03-2018 do “movimento” criado para contestar o alegado despedimento de 51 trabalhadores da Câmara Municipal de Almada, elaborei um relatório (com 19 páginas) cuja parte inicial serviu como artigo para o site OPINANTES no dia 01-04-2018: “Somos todos 51” – não se defendem trabalhadores com mentiras!
Depois da parte introdutória ontem divulgada, apresento agora o resto do relatório onde analiso a situação ao pormenor (incluindo dois contratos e respetivos aditamentos que me fizeram chegar) e numa sequência cronológica, identifico responsáveis, coloco questões para reflexão, mas, sobretudo, denuncio a incompetência de uns e a hipocrisia de outros com destaque para o desmascarar do estratagema por detrás do “movimento” de pseudossolidariedade.
Alguns excertos:
(…)
Aliás, basta ler o Aviso da CMA n.º 15628-A/2016 (publicado no Diário da República, II série, n.º 238, de 14 de dezembro de 2016) que procedeu à abertura dos 51 lugares em causa (45 para a limpeza e varredura e prevenção de fogos florestais e 6 para a condução de máquinas pesadas e veículos especiais) para percebermos que alguma coisa na versão atual da CDU e do STAL está muito mal contada.
No aviso, subscrito pelo vereador José Gonçalves, é dito expressamente que 45 assistentes operacionais são contratados a termo resolutivo certo por seis meses para proceder à “remoção de lixos e equiparados nas praias do concelho e varredura e limpeza das zonas próximas, limpeza de azinhagas, matas e arruamentos para a prevenção dos incêndios florestais e minimização dos seus efeitos” e os outros seis irão conduzir “veículos destinados à limpeza ou recolha de lixo nas praias do concelho e nas zonas próximas.” Ou seja, trata-se de trabalho sazonal, sem margem para dúvidas.
Todavia os contratos que vieram a ser celebrados (conforme os dois exemplares que nos fizeram chegar, mas que não divulgamos pro pedido expresso de quem o fez e que respeitamos) apenas referem, na sua cláusula 1.ª, que a atividade em causa é a “correspondente à carreira / categoria de assistente operacional (limpeza e varredura e prevenção de fogos florestais)” e na 2.ª, sobre o local de trabalho, especificam somente o setor (Divisão de Salubridade) sem indicação da área do território referida no respetivo Aviso.
Por outro lado, das seis cláusulas contratuais nenhuma refere sequer a justificação que a lei obriga para fundamentar a contratação a termo resolutivo por seis meses, embora no preâmbulo citem o artigo 57.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho. Ou seja, os contratos em causa (cuja redação se presume seja idêntica nos restantes 49) não cumprem os requisitos legalmente exigidos quanto à forma pois omitem do seu articulado o motivo pelo qual são celebrados (artigo 58.º do referido diploma).
Fica assim provado que se trata de contratos irregulares (por incumprimento de duas formalidades legalmente exigidas) o que implica a sua nulidade e “gera responsabilidade civil, disciplinar e financeira dos dirigentes máximos dos órgãos ou serviços que os tenham celebrado ou renovado” (n.º 1 do artigo 63.º da Lei n.º 35/2014) – portanto, o senhor vereador José Gonçalves (que é jurista, advogado) fez asneira e mostrou incompetência nesta matéria o que é bastante grave. Por isso, deve ser responsabilizado, pelo que é nosso dever denunciar a situação à entidade competente para avaliar a situação: a IGF (Inspeção-geral de Finanças). E é isso que iremos fazer!
(…)
Suponhamos também que, apesar do contrato precário ter sido inicialmente considerado adequado, os trabalhadores se encontravam de facto a desempenhar funções que representam necessidades permanentes dos serviços porque o anterior executivo resolveu reavaliar a respetiva classificação funcional. O que terá, entretanto, ocorrido?
É simples: depois de 17-04-2017, foi apresentada na Assembleia da República a proposta de lei do Governo para regularização extraordinária dos vínculos precários de que já falámos, mais precisamente no dia 30-06-2017, aprovada na generalidade no da 7 de julho.
Na redação dessa proposta já constava como data de referência o período de 1 de janeiro a 4 de maio de 2017 para enquadramento dos contratos precários. E que fez então a CDU? Finda a época balnear desviou os trabalhadores em causa para funções que alegadamente correspondem a funções permanentes e propõe-se prolongar-lhes os contratos por mais seis meses, “considerando os fundamentos expostos na Proposta n.º 831-2017 [DPES] aprovada na reunião da Câmara realizada no passado dia 6 de setembro de 2017”. E em 20-09-2017 o vereador José Gonçalves assina um aditamento aos contratos prolongando-os pelo prazo necessário para que possam vir a ser abrangidos pelo PREVP.
(…)
Quando a Assembleia Municipal de Almada deliberou, na reunião realizada no passado dia 28 de fevereiro de 2018, aprovar a lista dos trabalhadores abrangidos pelo PREVPAP, além de redigir comunicados panfletários, pintar cartazes, criar pseudomovimentos e organizar manifestações de suposta solidariedade, o que fizeram a CDU e o STAL (ou até a comissão de trabalhadores) para contestar o facto destes 51 trabalhadores terem ficado excluídos? Parece que… NADA!
«É possível contestar a deliberação do órgão executivo? Sim. Os trabalhadores podem opor-se à deliberação do órgão executivo através de reclamação regulada pelo Código do Procedimento Administrativo, ou, pelos meios contenciosos de impugnação.» Guião para o PREVP elaborado pela DGAL.
Alguém avisou os trabalhadores de que poderiam ter contestado aquela deliberação (que, volto a lembrar, teve o voto favorável da CDU na câmara e na assembleia municipal)? Alguém se preocupou em ajudar os trabalhadores lesados, em termos individuais ou os sindicatos em representação dos seus associados, a redigir os requerimentos de oposição à não inclusão naquela lista?
Ou CDU / PCP / STAL / CGTP (só para citar os que publicamente têm vindo a fingir-se muito solidários com os trabalhadores em causa) limitam-se a programar e a participar em ações de folclore de rua?
(…)
Uma última dúvida: que faria a CDU em relação a estes trabalhadores se não tivesse perdido as eleições autárquicas? Iriam “fabricar” justificações à medida e integrar aqueles 51 trabalhadores? Se essa era a sua intenção, porque não os incluíram na lista enviada à DGAL? Ou iriam “despedi-los” apresentando como desculpa a inevitabilidade da situação por culpa do Governo do PS?
Os sindicatos não servem (não deviam servir) para isto! Esta atuação do STAL e da CGTP em Almada só desprestigia aquele que deve ser o papel fundamental deste tipo de associações.
A defesa dos direitos dos trabalhadores tem de assentar na seriedade e não pode estar sustentada em mentiras que só criam instabilidade ou numa inércia propositada para evitar que os problemas tenham uma solução alternativa, com o objetivo de criar vítimas para ter motivos de descontentamento que permitam continuar a alimentar lutas partidárias e assim satisfazer objetivos políticos.
Os sindicatos não são partidos políticos tal como os partidos não são sindicatos.
Atitudes destas demonstram que se torna cada vez mais premente repensar o sindicalismo em Portugal!

O texto integral pode ser lido AQUI.

FONTE ::::::> INFINITO`S

45 dias depois… Almada sem precários

15 de Fevereiro 2018
Sindicato dos Trabalhadores do Concelho de Almada

CÂMARA DE ALMADA
PRESIDENTE INÊS DE MEDEIROS ACABA COM TRABALHADORES PRECÁRIOS

No seguimento da convocatória (publicação do dia 14/02/2018) da Sra. Vereadora Teodolinda Silveira para reunir com o Sindicato dos Trabalhadores do Concelho de Almada, para apresentar a lista dos precários e sua solução.

O Sindicato comunicado a todos os associados e interessados o resultado da reunião:

Com a publicação da Lei n.º 112/2017 de 29 de dezembro que Estabelece o programa de regularização extraordinária dos vínculos precários a Presidente da Câmara Municipal de Almada Inês de Medeiros de imediato deu ordens aos serviços dos recursos humanos para proceder ao levantamento de todos os trabalhadores em situação precária.

O processo, foi supervisionado pela Sra. Vereadora Teodolinda Silveira responsável pelos recursos humanos da autarquia.

Feito o levantamento pelos serviços do DRH foi elaborada uma lista, dos precários existentes na Câmara Municipal de Almada distribuídos pelas Carreiras Gerais de AO – assistentes operacionais; AT – assistentes técnicos; TS – técnicos Superiores e CPS – contrato de prestação de serviços, distribuídos por diversos sectores da Câmara, alguns deles á quase uma década, num total de 48 trabalhadores.

O sector onde existia mais precários era o da educação/escolas.

A regularização extraordinária dos vínculos precários na Câmara Municipal de Almada demorou 45 dias a ser resolvida.

O Sindicato dos Trabalhadores do Concelhio de Almada por dever de confidencialidade, não pode divulgar mais detalhes sobre a lista apurada, mas reconhece e valoriza a intervenção do atual executivo na resolução da situação laboral dos trabalhadores em situação precária.

Esta atuação do atual executivo enquadra-se na forma como o Sindicato interpreta as relações laborais, “quando existem problemas laborais eles devem ser resolvidos o mais célere possível para o bem da paz social dentro da autarquia de Almada”.

Nota: A Sra. Vereadora Teodolinda Silveira informou que nos SMAS de Almada não foi detetado nenhum trabalhador em situação precária.

Monte de Caparica 15 de fevereiro de 2018
A CE – comissão executiva
SINDICALISMO DE UTILIDADE

FAÇA-SE SÓCIO, solicite a sua ficha de filiação sindical para: ostalmada@sapo.pt

Monte de Caparica 15 de Fevereiro de 2018
DIS – departamento de informação sindical

SINDICALISMO DE UTILIDADE
O SINDICATO DO CONCELHO DE ALMADA

Sede: Rua Alfredo Cunha nº28, 1º andar loja nº20
2825-052 Monte de Caparica

Câmara de Alcácer do Sal integra 24 trabalhadores precários no quadro de pessoal

Executivo aprovou esta quinta-feira a lista das situações que correspondem a necessidades permanentes. CDU votou a favor, PS absteve-se

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal vai integrar 24 trabalhadores precários nos quadros de pessoal do município, através de concurso públicos ao abrigo da lei de regularização de precários recentemente aprovada pela Assembleia da República.

A lista das 24 situações de exercício de funções que satisfazem necessidades permanentes foi aprovada na reunião de hoje (25) do executivo municipal. A proposta foi aprovada pela maioria CDU, com abstenção do PS, e motivou o debate mais longo da reunião.

Depois de o vereador Nuno Pestana (CDU) apresentar a proposta, que integra 12 técnicos superiores, 11 assistentes operacionais e um assistente técnico, Clarisse Campos (PS) questionou se todos as pessoas que colaboraram com a Câmara Municipal entre 1 de Janeiro e 4 de Maio de 2017, e que podem concorrer, já foram informadas. Nuno Pestana respondeu que não foram todas ainda informadas mas que o prazo ainda não terminou.

Gabriel Geraldo (PS) referiu que a integração de precários “acarreta um acréscimo considerável de encargos” para o orçamento do município.

O presidente da Câmara, Vítor Proença (CDU), sublinhou que a lista identifica apenas os casos em que há necessidades permanentes para a autarquia e que “vai continuar a haver contratos de avença” para as colaborações que não correspondem a funções permanentes.

No mesmo sentido, Ana Luísa Soares (CDU) tinha já destacado que a lei “não vem regularizar [todos] os vínculos precários, vem permitir às autarquias resolver os casos de vínculos inadequados”.

Se a identificação de casos para regularização de trabalhadores precários foi o ponto da reunião que gerou maior debate, o apoio municipal ao Carnaval do Torrão foi um tema que motivou grande concordância entre PS e CDU.

Clarisse Campos (PS) congratulou-se com “a iniciativa da Junta de Freguesia” do Torrão, que é liderada pelo PS, e aprovou a proposta para ajuda da Câmara à organização do Carnaval, através da atribuição de um apoio de mil euros para as despesas com a sonorização do evento.

“O carnaval é uma tradição no Torrão” e uma “actividade muito querida pela população, que participa”, disse a vereadora socialista antes da aprovação da proposta por unanimidade.

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Faltam trabalhadores ao Arsenal do Alfeite

Comissão alerta para diminuição de pessoal com saídas para outros organismos.

Os trabalhadores do Arsenal do Alfeite estão preocupados com a diminuição de efetivos e com a demora na contratação de substitutos, situação agravada com o não funcionamento da escola de formação daquele estaleiro naval de Almada, que tem como principal cliente a Marinha. Segundo explicou ao CM a comissão de trabalhadores, a diminuição de pessoal qualificado tem origem em “saídas para outros organismos”. Em paralelo, há “demora na contratação” e “falha dramática na passagem do conhecimento profissional”. Dificuldades já transmitidas ao Ministério da Defesa e à Marinha. Foi solicitada, mas ainda não realizada, uma audiência com a secretaria de Estado do Tesouro e Finanças. Os trabalhadores alertam ainda para a “ausência de um quadro específico de carreiras” e o “congelamento de progressões e atualizações salariais desde 2009”. O estaleiro é 100% da Empordef, holding do Estado para as indústrias de defesa. Entre os trabalhos entregues encontra-se a construção de dois salva- -vidas para o Instituto de Socorros a Náufragos. Está programada a manutenção do submarino ‘Arpão’ e das fragatas Vasco da Gama, dependentes do prolongamento da doca. A obra já tem verba mas as Finanças não deram luz verde para o seu uso. Várias fontes ouvidas pelo CM dão como “solução ideal” a reintegração do Arsenal do Alfeite na Marinha, a quem pertenceu até 2009. A comissão de trabalhadores afirma não ter “parecer sobre o assunto”.

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Sindicalista diz que reunião com administração da Autoeuropa foi “muito produtiva”

07/09/2017
O coordenador do Sitesul – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul afirmou esta quinta-feira que a reunião com a administração da Autoeuropa realizada hoje “foi muito produtiva”.

“Ficaram abertos os canais de diálogo com vista a uma solução para os novos horários de laboração contínua que agrade a todas as partes”, disse à agência Lusa Eduardo Florindo, escusando-se a revelar mais pormenores sobre o encontro. A administração da Autoeuropa recebeu hoje os sindicatos naquela que foi a primeira reunião depois da greve de 30 de agosto contra o trabalho ao sábado, a primeira por razões laborais na fábrica de automóveis de Palmela, distrito de Setúbal. Na sexta-feira, pelas 15h00, a administração da empresa reúne-se com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), no âmbito das reuniões, em separado, que acedeu fazer com os diferentes estruturas sindicais que representam os trabalhadores da Autoeuropa.

Apesar do otimismo manifestado no final da reunião de hoje pelo coordenador do Sitesul, o sindicato que representa maior número de trabalhadores na Autoeuropa, a administração só deverá negociar um novo acordo após a eleição da nova Comissão de Trabalhadores, que terá lugar no dia 3 de outubro. Os trabalhadores da Autoeuropa contestam a obrigatoriedade de trabalhar ao sábado após a implementação do novo horário de laboração contínua, com três turnos diários de segunda a sábado.

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Palmela – Trabalhadores da Herdade de Rio Frio protestam contra plano de insolvência

Funcionários pedem que viabilizem ao BCP uma solução que salvaguarde a situação laboral.

Cerca de 20 trabalhadores da Sociedade Agrícola de Rio Frio, de Setúbal, manifestaram-se esta quinta-feira na baixa lisboeta, em frente às instalações do Banco Millennium BCP, credor da empresa, contra o plano de insolvência que hoje é votado pela assembleia de credores. “Não desistiremos. Preocupa-nos o futuro dos trabalhadores, quase todos numa idade já avançada para conseguir novo emprego, e as cem famílias que estão em casas da empresa”, cedidas no âmbito dos contratos de trabalho, explicou à Lusa Helena Cardoso, do Sindicato da Alimentação, Restauração e Bebidas de Portugal. Os manifestantes entregaram folhetos informativos a quem passava na rua Augusta, enquanto gritavam palavras de ordem como “o trabalho é um direito, sem ele nada feito”, “É preciso, é urgente, um plano diferente” ou “Não nos deixem na miséria, queremos uma solução séria”. Na segunda-feira, no Tribunal de Comércio de Setúbal, a Assembleia de Credores da Casa Agrícola da Herdade de Rio Frio aprovou a insolvência da empresa, estando esta quinta-feira marcada a assembleia de credores da Sociedade Agrícola de Rio Frio. Ao Millennium e a Parvalorem, os principais credores das empresas, os trabalhadores pedem que viabilizem uma solução que salvaguarde a situação dos trabalhadores. A Herdade de Rio Frio — onde se explora cortiça e produz vinho, gado e cavalos – chegou a ter a que era considerada a maior vinha contínua do mundo, mas entre 2009 e 2010 recorreu a fundos comunitários para melhorar as instalações e recentemente a dois Planos Especiais de Revitalização (PER) que foram rejeitados pelos credores BCP e Parvalorem, que detêm 90% das dívidas da empresa.

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Autoeuropa contrata 1500 novos trabalhadores para novo modelo

Fábrica de Palmela está a recrutar para produzir novo carro da Volkswagen.

O futuro da Autoeuropa chama-se T-Roc. O novo modelo de SUV citadino da Volkswagen inicia a produção no segundo semestre deste ano e a fábrica de Palmela já iniciou o recrutamento de 1500 funcionários para introduzir dois novos turnos na produção, avança esta segunda-feria o Jornal de Negócios. A fábrica começa por recrutar operadores de produção. Mas fonte da empresa adianta ao Negócios que “Ainda este ano procederemos a uma segunda fase de contratações, para a preparação do terceiro turno de produção, a implementar durante o segundo semestre”. Em 2018, haverá novo recrutamento para se atingir “o sexto dia de produção semanal”. Em 2016, a fábrica de Palmela produziu 83 mil unidades dos modelos Volkswagen Sharan e Scirocco e do Seat Alhambra, o que representou apenas 56% da capacidade produtiva instalada. A empresa conta, neste momento, com 3500 trabalhadores. O modelo T- Roc vai ser apresentado em Março e deverá começar a ser fabricado em Palmela no segundo semestre de 2017. O veículo chega ao mercado no final do ano.

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Lisnave aprova lucro e distribui pelos trabalhadores

A Lisnave, Estaleiros Navais, obteve em 2014 um lucro líquido de 6,4 milhões de euros e vai distribuir parte desse resultado, 1,2 milhões de euros pelos trabalhadores, informou ontem a empresa. Os acionistas decidiram distribuir cerca de 20 por cento do lucro pelos trabalhadores efetivos dos estaleiros sadinos como “gratificação de balanço”.
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Um prémio que os funcionários vão receber juntamente com o salário de abril, disse ao DIÁRIO DA REGIÃO Humberto Bandeira, da Lisnave, explicando ainda que a gratificação a distribuir por cada trabalhador é composta por uma parte fixa, correspondente a 70 por cento do valor do salário, mais uma parte variável em função da performance e da assiduidade. O Relatório de Gestão e Contas da Empresa no Exercício de 2014 foi aprovado pela assembleia-geral de acionistas da Lisnave, que se reuniu no estaleiro da Mitrena, concelho de Setúbal.

No ano passado, a Lisnave reparou 92 navios, de 21 países, num nível de operacionalidade que a empresa considera “bastante estável”, apesar do “volátil e adverso contexto que vive o mercado do ”shipping” internacional”. Com um volume total de vendas de 85,67, a empresa exportou 98 por cento da sua produção e obteve uma incorporação nacional superior a 90 por cento. O resultado líquido cifrou-se em 6,47 milhões de euros.

Embora tenha registado uma ligeira redução no número total de navios reparados, comparativamente com o ano anterior, em 2014 a Lisnave conseguiu manter um nível considerável de ocupação das suas docas e de trabalho realizado, devido a um aumento de navios com reparações de vulto, onde o volume de trabalho foi significativo. O mesmo responsável destacou ainda, entre os 51 clientes do ano passado, a Teekay Marine, que trouxe 12 navios para as docas do Sado, e a A.P. Moller, que “docou” seis navios.

Também foram feitas grandes reparações em navios da Enterprises Ship And Trading, com cinco navios e da Aet Shipmanagement, com quatro. Entre os 21 países de origem dos navios reparados, está a Venezuela, que mandou fazer “grandes reparações” em dois navios na empresa portuguesa em 2014. “A Venezuela tem sido um bom cliente para nós, foi assim em 2014 e continua a ser este ano”, refere Humberto Bandeira.

Veja mais em ::::> Setúbal na Rede

Palmela – Trabalhadores da Randstad protestam para receber compensações salariais

No total, serão cerca de 700 as pessoas afectadas e que tinham sido contratadas pela empresa para trabalhar na Visteon, em Palmela.

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Cerca de 50 trabalhadores passaram um dia inteiro à porta da delegação de Setúbal da Randstad – empresa de recrutamento e trabalho temporário – para receberem valores em dívida por trabalho prestado na fábrica da Visteon, em Palmela. Depois do protesto de mais de 12 horas, que foi acompanhado pela PSP, na segunda-feira, os trabalhadores acabaram por receber, já ao final da noite desse dia.

A entrega dos cheques estava prevista para as 21h, mas o gerente da empresa chegou cerca de uma hora depois, acompanhado por vários elementos da PSP. Depois disso, alguns trabalhadores mostraram-se aliviados, outros afirmaram que o valor pago pela empresa não estava correcto.

O gerente da Randstad, Rui Croca, chegou a Setúbal perto das 22h e foi recebido pelo protesto de meia centena de trabalhadores que se encontravam à porta do escritório da empresa. Em grupos de sete, os trabalhadores foram entrando nas instalações e chamados, à vez, para receberem os cheques com o montante em divida. Alguns contestam a liquidação de contas. “Falta o valor das formações”, “ainda tenho a receber pelo menos 150 euros” ou “só pagaram a caducidade”, foram algumas das frases ouvidas.

Em causa está o pagamento da compensação por cessação de contrato, por parte da entidade empregadora, neste caso, a empresa Randstad, que subcontratou os trabalhadores. Ao todo nesta situação, segundo Rui Ferreira, porta-voz dos trabalhadores, estão largas centenas de pessoas, que prestam serviço na fábrica de Palmela ao abrigo de contrato de cedência de trabalho à Visteon, um fornecedor de componentes automóveis.

“A Randstad rescindiu contrato comigo e com os meus colegas, durante o mês de Dezembro. Ora, por lei, a compensação deve ser paga até 30 dias. Já passou mais de um mês e nada. Têm de nos pagar juros e outras regalias. O gerente disse-nos para estarmos cá na sexta-feira para recebermos o dinheiro, mas não havia dinheiro nenhum”, disse Rui Ferreira, durante o protesto.

De acordo com este trabalhador, o conflito com a empresa de trabalho temporário já é antigo. “A Visteon cessou contrato com a Randstad porque eles não cumprem as obrigações com os trabalhadores. Muitas vezes enganavam-se no valor dos ordenados e nós ficávamos um, dois, três meses, à espera do dinheiro. Esta empresa já mudou de nome três vezes e sempre incumpriu. Isto foi sempre uma trapalhada com os pagamentos, com a caducidade dos contratos, com tudo”, afirmou Rui Ferreira, que viu o seu contrato cessar a 23 de Dezembro de 2014.

De acordo com o porta-voz dos trabalhadores, as pessoas nesta situação continuam a laborar na fábrica de Palmela, mas já por conta de uma outra empresa de trabalho temporário. Facto que o PÚBLICO não conseguiu confirmar junto da Visteon, já que, até ao momento, a empresa não respondeu às questões colocadas.

A Randstad, através de Inês Veloso, do departamento de marketing e comunicação, nega qualquer incumprimento. “A Randstad actua em conformidade com a lei, cumprindo todas as obrigações para com os trabalhadores”, assegura a responsável. A empresa confirma que “a Visteon deixou de trabalhar com a Randstad em 31 de Dezembro de 2014” mas devido a “questões exclusivamente negociais”.

Os trabalhadores, que dizem ter ainda dinheiro a receber, garantem que vão voltar a protestar à porta da empresa antes do final desta semana.

Veja mais em ::::> Público

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