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Setúbal – Manifestantes querem ‘justiça’ após morte violenta

Nuno Jorge Pires terá sido agredido por elementos da PSP

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Cerca de 150 pessoas desfilaram este domingo pelas ruas de Setúbal para exigirem justiça face à morte de Nuno Jorge Pires, encontrado em coma numa rotunda perto da estação dos caminhos-de-ferro, no passado dia 19 de fevereiro.

“O que me traz aqui é tentar perceber até que ponto a nossa política nos leva a voltarmos atrás 50 anos. Não compreendo. Venho aqui dar a minha manifestação de pesar a um amigo, a um amigo do nosso filho e a um amigo nosso também”, disse à Lusa Francisco Praia, de 63 anos, um dos manifestantes que desfilaram da Praça do Brasil até à residência do jovem. “Não sei quem matou o Jorge Pires. Há testemunhas e há testemunhos que se retraem, com medo de retaliações”, acrescentou Francisco Praia.

Patrícia Amâncio, amiga de Nuno Jorge Pires, de 35 anos, conhecido pela acunha `Fantasma´, também desconhece as circunstâncias da morte do jovem setubalense. “Era amiga dele. Ele era uma pessoa espetacular, não criava conflitos com ninguém. Não posso estar a criar ideias porque ele estava sozinho naquele momento. Não sabemos o que aconteceu, mas esperamos que a justiça seja efetivamente justa e que se apure aquilo que aconteceu”, disse.

Manifestação sem incidentes

A agência Lusa contactou diversos elementos da organização da manifestação, que decorreu sem incidentes, mas nenhum se mostrou disponível para prestar declarações, para além das palavras de ordem que foram gritando através de num megafone, em que pediam “justiça” e prometiam que o ‘Fantasma’ não seria esquecido.

Nuno Jorge Pires foi encontrado em estado de coma em 19 de fevereiro numa rotunda junto à estação dos caminhos-de-ferro de Setúbal, depois de ter sido abordado e, alegadamente, agredido com uma bastonada na cabeça, por elementos de PSP, por razões que não são ainda conhecidas.

Poucos dias depois do incidente, a 25 de fevereiro, a PSP de Setúbal anunciou a abertura de um processo de averiguações, para identificar os elementos que terão estado com o jovem alegadamente agredido e que acabou por morrer no dia 22 de fevereiro, no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

PSP abre processo de averiguações

“Já foi aberto um processo de averiguações no Comando Distrital de Setúbal, no sentido de confrontar os elementos que estiveram de serviço naquela madrugada”, disse, na altura, o porta-voz da direção nacional da PSP, Paulo Flor.

“Por existirem indícios consubstanciados em imagens [de videovigilância] que identificam dois polícias junto ao rapaz que veio a falecer no domingo passado, naturalmente que temos todo o interesse em perceber o que se passou”, acrescentou o porta-voz da PSP.

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