Uns cantaram outros nem tanto para celebrar Abril à janela

27/04/2020

Lançado o desafio à população para cantar “Grândola Vila Morena” à janela, poucos aderiram, mas houve quem desse voz a toda a rua

A Vila Morena de Grândola andou de boca em boca, de janela em janela, de varanda em varanda e até, nalguns casos, de porta em porta. “Cá em casa também se cantou a “Grândola Vila Morena”, escrevia o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, na sua conta de Facebook neste 25 de Abril; são 46 anos depois do dia em que Portugal viveu a “Revolução dos Cravos” e abraçou a democracia.

Volvidos estes anos, concelho a concelho, vive-se outra luta: a luta pela sobrevivência ao Covid-19 e, contrariamente a outros anos, o apelo à população para vir para a rua celebrar a Liberdade, foi revertido para se ficar em casa e cantar à janela às 15 horas, em ponto, a canção de Zeca Afonso que deu a segunda senha para o avanço da revolução dos militares.

Mas esperava-se mais adesão. O SETUBALENSE andou pelas ruas de cidades como Setúbal onde à janela, o canto de “Grândola Vila Morena” ficou por conta apenas dos mais entusiastas. A esmagadora maioria das janelas mantiveram-se fechadas e as varandas vazias, mas em boa parte dos prédios pelo menos uma pessoa ou família aderiram à iniciativa.

Assim foi no Bairro do Viso e na Avenida S. Francisco Xavier onde houve palmas no final da interpretação popular, e um “viva Portugal” gritado por um homem a plenos pulmões, na rua. E a pouca adesão continuou em locais como a Avenida Infante D. Henrique, Avenida Luísa Todi, Avenida Rodrigues Manito e Praça do Bocage onde o rácio de bandeiras resumia-se a umas poucas.

Também em Palmela, na zona histórica poucas vozes se ouviram, embora houvesse um permanente som de fundo da gravação de Zeca.

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