Archive for: Setembro 3rd, 2021

Almada em debate

Na contagem decrescente para as Eleições Autárquicas, que terão lugar no final do mês de setembro, a RTP realiza um ciclo de 22 debates, com a moderação de António José Teixeira, Hugo Gilberto, Vítor Gonçalves e Luísa Bastos. A RTP dá voz a todos os candidatos à Câmara Municipal de todas as capitais de distrito e ainda Almada, Amadora, Figueira da Foz e Odemira.

Hoje em debate vão estar os projetos e as ideias das candidaturas que se apresentam a votos para a Câmara Municipal de Almada.

O debate acontece esta quarta-feira, às 22,20h, na RTP3.

O Iniciativa Liberal apresenta Bruno Coimbra. Nascido e criado em Almada, Bruno Coimbra, de 45 anos, licenciou-se em Português e Inglês e é atualmente professor do ensino básico e secundário. Tem ainda uma pós-graduação em Administração e Gestão da Educação na Universidade Técnica de Lisboa. Em 2013 foi cabeça de lista à Junta de Freguesia da Costa de Caparica pelo Movimento de Cidadania pela Costa.
O PS volta a concorrer à Câmara de Almada com Inês de Medeiros
, a autarca em exercício. A atriz e realizadora de 53 anos, nascida em Viena, venceu as eleições autárquicas há quatro anos, dando a primeira vitória ao PS na cidade profundamente comunista. Foi mandatária da campanha de Jorge Sampaio à Presidência da República, em 1996, e foi eleita deputada na Assembleia da República pelo PS, no círculo de Lisboa, nas legislativas de 2009.

O BE recandidata Joana Mortágua à Câmara de Almada. A deputada bloquista, de 34 anos, é vereadora na cidade da Margem Sul do Tejo desde 2017. Licenciada em Relações Internacionais, Joana Mortágua fixou-se no Bloco de Esquerda aos 18 anos e foi eleita deputada pelo círculo de Setúbal em 2015. Foi candidata à Câmara Municipal de Almada nas últimas autárquicas de 2017, onde foi eleita vereadora.

Manuel Matias concorre pelo Chega. 
Tem 54 anos, é residente no Seixal, mas grande parte da sua vida profissional esteve ligada a Almada. Atualmente é assessor do líder do Chega, André Ventura, na Assembleia da República. Manuel Matias está envolvido nas mais recentes polémicas que acusam o Chega de nepotismo, dado que vários nomes da sua família surgem em diferentes candidaturas autárquicas também pelo partido de extrema-direita.

A CDU procura recuperar Almada com a candidata Maria das Dores Meira. A candidata de 64 anos é a atual presidente da Câmara de Setúbal. Há 15 anos neste cargo, Maria das Dores de Meira esgotou o limite de mandatos e está impedida de se recandidatar a presidente da Câmara de Setúbal. Concorre agora para Almada, onde reside desde os 12 anos. A candidata comunista licenciou-se em Direito pela Universidade Internacional de Lisboa, tendo-se pós-graduado em Direito de Propriedade Intelectual pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Entre 2002 e 2006 exerceu o cargo de Vereadora da Cultura, Educação, Juventude, Desporto e Inclusão Social na Câmara de Setúbal.

Nuno Matias, 44 anos, é o candidato pela Coligação Almada Desenvolvida (PSD, CDS, Aliança, MPT, PPM). Licenciado em Economia, Nuno Matias é o atual presidente da concelhia do PSD Almada e vereador na Câmara Municipal de Almada com os pelouros do ambiente, energia, espaços verdes, bem-estar animal e cemitérios.

O PAN apresenta Vítor Pinto, natural de Almada. Com 43 anos, o candidato é especialista em Medicina Tradicional Chinesa e técnico de acupuntura. Está também ligado ao grupo cénico da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense. Vítor Pinto juntou-se ao PAN em 2019.Almada em números:População: 177 400 (+ 1,9% em relação a 2011)
N.º de eleitores: 151 676
Desemprego: 6,1%
Setor com mais trabalhadores: Serviços (16,3%)
Rendimento médio mensal: 1 161€

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1 de Setembro 2021

Almada e Setúbal na história do ciclismo feminino

em setembro 03, 2021 ADN-Agência de Notícias

Estradas do distrito receberam primeira Volta a Portugal Feminina

Cerca de uma centena de ciclistas, representando equipas portuguesas, espanholas e britânicas, integram a primeira prova nacional de ciclismo feminino, um marco na história do desporto feminino. Arrancou, nesta quinta-feira, a edição inaugural da Volta a Portugal Feminina.

O emblemático pórtico do antigo estaleiro da Lisnave, em Cacilhas, foi o local eleito para o início da prova, que decorre até este domingo.

A prova pedalou até Setúbal – com passagens pelo Casal do Marco, Coina, Penalva, Pinhal Novo, Lau, Palmela, Azeitão e Arrábida – onde a atleta britânica, Danielle Shrosbree, foi a mais rápida a percorrer os 81,5 quilómetros, suplantando na chegada a colega de equipa Lucy Lee, igualmente inglesa, enquanto a terceira foi a ciclista olímpica portuguesa Raquel Queirós.

As 14 equipas foram apresentadas no Marquês de Pombal, em Lisboa, de onde as participantes partiram, em desfile, até ao Cais do Sodré, de onde seguiram de ferry para Cacilhas. Uma recriação do início da primeira Volta a Portugal masculina, em 1927. 
Com apenas 18 anos, Beatriz Pereira, a campeã nacional de juniores, é uma das participantes da prova inaugural, tendo ficado classificada entre as oito melhores da primeira etapa. Para a jovem ciclista, que ambiciona uma carreira internacional no mundo do ciclismo, “é um orgulho participar nesta prova histórica que tem uma importância enorme no ciclismo feminino português”.
Receber em Almada o “arranque oficial da primeira Volta a Portugal Feminina, um contributo importante para a igualdade, com a mais-valia de acolher todas as ciclistas que chegam ao nosso concelho de cacilheiro, é para nós um grande motivo de orgulho”, afirmou Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada.
Danielle Shrosbree, 27 anos, com a dorsal número 121, não escondeu a alegria pela vitória nesta primeira tirada de uma prova inédita em Portugal.
“É uma sensação espetacular participar na primeira edição deste evento. Há atletas muito fortes e foi incrível vencer. Estou expectante sobre o que poderei fazer na etapa de amanhã, mais montanhosa do que a de hoje”. 
Danielle Shrosbree é também a primeira nas classificações da montanha, vestindo a Camisola Azul Polisport, e dos pontos, o que lhe garante a Camisola Vermelha Cofidis.
Na chegada, a atleta recebeu das mãos da presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, e do vereador do Desporto, Pedro Pina, o troféu Oceana Zarco, corredora setubalense da década de 1920, uma das grandes pioneiras do ciclismo feminino.

Portuguesas também fazem história 

Ciclistas partiram de Cacilhas rumo ao Sado 

Raquel Queirós, da equipa da BTT Matosinhos, foi a melhor portuguesa ao ficar como terceira classificada.
“Senti-me bastante bem. Apesar de não ter muitas subidas, esta etapa tornou-se muito dura. Estou feliz com as minhas sensações hoje. Vamos ver o que conseguirei fazer, porque não sei ainda muito bem como as pernas irão reagir”, sublinhou a ciclista olímpica.
Destaque, ainda, para Laura Ruiz, da Rio Mieruelo/Cantabria Deporte, atual camisola branca júnior do Instituto Português do Desporto e Juventude, enquanto por equipas a liderança é da formação britânica Team LDN/Brother UK.
A etapa inaugural da primeira edição da Volta a Portugal Feminina, marcada por calor intenso e algum vento, incluiu uma contagem de montanha em Palmela e uma meta-volante em Azeitão.
Outro destaque foi a veloz descida até à meta, instalada na Avenida Luísa Todi, junto da zona do Largo José Afonso, após a passagem por um troço da Serra da Arrábida.
A primeira Volta a Portugal Feminina Cofidis, organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo, com o apoio das autarquias de Almada e Setúbal, decorre até dia 5, com quatro etapas, num total de 259,3 quilómetros.
Dia 3 o pelotão corre a segunda etapa, com uma ligação de 72 quilómetros entre Mafra e Loures.
A 4, disputa-se a terceira, um contrarrelógio individual em Vila Franca de Xira, num percurso de 11,1 quilómetros.
O último dia da competição, no dia 5, encerra com uma ligação de 94,7 quilómetros entre Caldas da Rainha e Lisboa, como aconteceu na primeira Volta masculina, realizada em 1927.
Ao todo, participam 84 ciclistas em representação de 14 equipas de Portugal, Espanha, Alemanha, Suécia, Estónia, Reino Unido, Irlanda, Colômbia e Nova Zelândia, com o dorsal número 1 a pertencer a Celina Carpinteiro, da 5Quinas-Albufeira-CDASJ, antiga campeã nacional em várias vertentes.
A motivação de jovens ciclistas e o contributo para o desígnio da igualdade de género no desporto são os principais objetivos do novo evento.

Ciclistas partiram de Cacilhas rumo ao Sado

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