Archive for: Outubro 2021

Novas caras na Câmara Municipal de Almada

16/10/2021

Eleitos para o mandato de 2021 a 2025

Inês de Medeiros
Maria das Dores Meira
Teodolinda Silveira
António Matos
José Pedro Ribeiro
Nuno Matias
Francisca Parreira
José Luís Bucho
Filipe Pacheco
Helena Azinheira
Joana Mortágua
Inês de Medeiros

Almada Outono 2021

18 de Outubro 2021

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2021 Tomada de Posse da Câmara Municipal de Almada

16 de Outubro 2021

5 de Outubro 1910 em Almada

por Artur Vaz

ALMADA REPUBLICANA

.O jornal republicano A Capital, em edição de 4 de Outubro de 1910, noticiava:“A vila de Almada já proclamou a República, desfraldando a bandeira republicana no alto do Forte, na Câmara e na Administração”.

À 1 hora da madrugada do dia 4 de Outubro, começou-se a ouvir, em Almada, aos primeiros tiros das peças dos navios de guerra São Rafael e Adamastorque, ancorados no Tejo, aderiram à revolução.

O povo almadense acordou e dirigiu-se, maciçamente, para a alameda do Castelo, acompanhado pelos republicanos, José Justino Lopes, Manuel Parada, Marcos Assunção e tantos outros, na tentativa de observar o que se estava a passar em Lisboa.

Em Cacilhas acorreu grande número de populares, apoiantes da República, pretendendo embarcar para a outra margem do Tejo.

Repentinamente, apoiantes da revolução organizaram uma manifestação, a caminho das fábricas de Cacilhas, Margueira, Mutela e Caramujo, incitando o operariado a festejar.

Nessa jornada de festa e alegria juntaram-se vários elementos das bandas musicais das filarmónicas das colectividades Incrível e Academia Almadense, entoando em conjunto o hino revolucionário e em fraterna comunhão, dirigindo-se então para os Paços do Concelho, onde foi hasteada a bandeira do Centro Republicano Elias Garcia, proclamando assim a República em Almada.

Depois, a enorme multidão dirigiu-se em direcção à então Calçada da Pedreira, onde, num dos seus prédios morava o tenente João Baptista Henriques – responsável militar pelo Forte de Almada – pedindo-lhe autorização para hastear a bandeira da revolução.

Perante resposta positiva, a multidão transportou o oficial em ombros até ao Forte e aí, perante o seu juramento moral, foi içada no mastro a bandeira verde e rubra.

No dia seguinte foi nomeada uma Junta Revolucionária que se reuniu pela primeira vez, tomando várias resoluções com o conhecimento do povo almadense que, euforicamente, pelas ruas dava vivas à República e cantava a Marselhesa, enquanto que em Lisboa era proclamada das varandas do edifício da Câmara Municipal, perante o júbilo de uma multidão que ouvia de José Relvas a implantação de um regime mais justo e defensor dos ideais: Liberdade, Democracia e Fraternidade

.Fonte: “Cantinhos e Memórias do Concelho de Almada”, Edição da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, 2005, de Artur Vaz.

Foto: Grupo de republicanos do Centro Republicano Capitão Leitão (Almada), extraída da obra “Proclamação da República em Almada”, Edição da Câmara Municipal de Almada, 2011, de Alexandre M. Flores e António N. Policarpo.

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