AUTÁRQUICAS: EM ALMADA, MANDAM ELAS

28.05.202

“Almada confia nas mulheres”, diz a atual presidente da câmara, Inês de Medeiros (segunda, à esquerda). Na foto, também Maria Emília de Sousa, Joana Mortágua e Maria das Dores Meira

Ainda se conseguia contar pelos dedos das mãos as presidentes de câmara em Portugal quando uma mulher resistiu no poder 26 anos, em Almada. Outra deu a conhecer a alternância política à autarquia. E já há duas candidatas a quererem continuar a história no feminino.

Depois de uma longa noite eleitoral, a manhã traz os detalhes dos resultados e os casos surpreendentes. Se o momento for mesmo de viragem política, talvez uma equipa de reportagem meta os pés ao caminho. Em outubro de 2017, na manhã a seguir às últimas autárquicas, um dos focos noticiosos é Almada – o município a sul do Tejo com vista para Lisboa que deixa de ser comunista, 43 anos depois do 25 de Abril. E a protagonista deste plot twist, eleita pelo PS, é Inês de Medeiros. Até então fora mais associada ao cinema do que à política; embora já tenha chegado a Almada calejada pelo “batismo de fogo” no Parlamento, em 2009, quando se viu engolida pelo “caso das viagens a Paris”. À data, Inês de Medeiros tinha a sua morada oficial na capital francesa, onde vivia com o marido, Fabrice Patellière, e os dois filhos, e recebia da Assembleia da República despesas de deslocação Lisboa-Paris, autorizadas pelo conselho de administração do Parlamento, sob forte contestação do PSD e do BE.

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