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HGO Utentes contra fecho nocturno das urgências

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As Comissões de Utentes de Saúde da Península de Setúbal criticaram o eventual encerramento das urgências polivalentes do Hospital Garcia de Orta (HGO) no período nocturno e apelaram à luta das populações contra a concretização desta medida.

“Exortamos à mobilização das populações e dos utentes para que esta medida não vá para a frente”, disse à agência Lusa Luísa Ramos, em representação das Comissões de Utentes da Saúde da Península de Setúbal.

O apelo surge na sequência das declarações do presidente da Administração Regional de Saúde, que admitiu a possibilidade de encerramento dos serviços de urgência polivalentes dos hospitais Garcia de Orta (Almada) e S. Francisco Xavier (Lisboa) durante o período nocturno.

De acordo com um comunicado das comissões de utentes, a assistência médica em situações agudas das populações da Península de Setúbal, designadamente de Almada, Seixal e Sesimbra, seria, assim, transferida para as urgências dos hospitais de Santa Maria e de São José, em Lisboa.

“Seria voltarmos à situação de antes do 25 de Abril e da construção do Garcia de Orta, em que os doentes tinham de se deslocar a Lisboa. É uma situação inaceitável”, disse Luísa Ramos.

“Num quadro em que encerram os SAP (Serviços de Atendimento Permanente), os Centros de Saúde encerram às 20:00, se porventura há uma reorganização nas urgências do HGO, que é, neste momento, o único acesso para milhares de utentes que não têm médico de família, é um retrocesso escandaloso”, considerou.

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Associação acusa Hospital Garcia de Orta de recusar doentes

A Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar (APHP) acusou hoje o Hospital Garcia de Orta, em Almada, de ter “critérios economicistas” e de “recusar o tratamento a doentes de outras zonas do País”, mas a administração do hospital nega.

“Há doentes que estão meses à espera de uma resposta [da administração do Hospital] para a sua situação clínica, quer seja cirurgia ou cedência de medicamentos”, disse à Lusa a presidente da associação, Maria João Saraiva, lembrando que a hipertensão pulmonar é uma “doença crónica e incurável”.

Maria João Saraiva acrescentou que atualmente “ainda não há um plano nacional de referenciação para os doentes com hipertensão pulmonar”, defendendo que não deve haver nenhuma limitação geográfica para o tratamento dos doentes no Garcia de Orta, reconhecido como um dos hospitais com mais experiência no tratamento de situações agudas.

Para Maria João Saraiva, a demora na decisão do hospital em relação a uma cirurgia ou a um tratamento, pode reduzir a qualidade de vida e até a esperança de vida de alguns pacientes.

A mesma fonte adiantou que “há doentes que aguardam desde agosto por uma resposta, outros pacientes referenciados para o Garcia de Orta são transferidos para outros hospitais para terem medicação, por causa da sua área de residência”, acrescentando que também tem havido “recusa da cedência de medicamentos inovadores” desde agosto.

“Eles tratam os doentes, mas depois o seguimento, o acompanhamento e a cedência de medicamentos, ou é feito a contragosto ou as respostas chegam muito tarde”, denunciou a presidente da APHP, adiantando que a associação vai pedir uma reunião à Administração Regional de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), na expectativa de que se encontrarem respostas mais céleres para os doentes com hipertensão pulmonar.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a APHP reconhece que a situação não é nova, mas salienta que o problema se tem agravado nos últimos tempos, “devido às restrições económicas impostas aos hospitais”.

Questionado pela Lusa, o Hospital Garcia de Orta negou todas as acusações e assegurou que “está a tratar doentes não só da sua área de influência, mas também fora da sua área”.

O Hospital Garcia de Orta refere ainda que tem “uma larga e reconhecida experiência no tratamento de doentes com hipertensão pulmonar”, garante que sempre tem utilizado “terapêuticas de acordo com as boas práticas” e nega qualquer restrição a terapêuticas por critérios económicos ou outros.

“Se dúvidas existirem, poderão as autoridades inspetivas, profissionais ou judiciais efetuar as auditorias e inspeções que forem entendidas”, refere uma nota de resposta enviada à agência Lusa.

O Hospital Garcia de Orta salienta ainda que, nos casos para os quais o país ainda não dispõe do tratamento adequado, providencia o tratamento desses doentes no estrangeiro.

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Liga de Amigos do Garcia de Orta reduz despes

Prejuízo de 615 mil euros no ano passado.

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Situação do Garcia de Orta prova necessidade do novo hospital

Autarca explicou que o Hospital Garcia de Orta foi construído para servir um universo de 150 mil pessoas e que serve mais de 400 mil pessoas.
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A vice-presidente da Câmara do Seixal disse que a tomada de posição de diretores de serviço do Hospital Garcia de Orta, em Almada, mostra a “realidade que se vive”, defendendo a construção de um hospital complementar. “Esta tomada de posição dos diretores de serviço vem trazer para a realidade as muitas dificuldades que se vivem no Garcia de Orta. Tudo o que disseram não é uma novidade para nós e vem dar força à necessidade de se construir um hospital complementar no Seixal”, afirmou a vice-presidente da Câmara do Seixal, Corália Loureiro.

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