Rádio Almada 1987/88

CIGYM Seixal 1988 Entrevista com António Matos https://www.youtube.com/embed/fJ0PQo8ijro 1987 Entrevista a Emília Lídia Presiden...

Maria das Dores Meira começa a ser ...

9.05.2021 Presidente da Câmara de Setúbal começa a responder esta quarta-feira, no tribunal da cidade, por dois crimes de peculato de uso e po...

Maria das Dores Meira: “Deixamos um...

13 de Maio 2021 João Gonçalves  Maria das Dores Meira está no terceiro e último mandato na Câmara Municipal de Setúbal , em 2017, nas eleiçõ...

Imigrantes: Pegões denuncia insalub...

Por Redação S+ Imagem DR -7 de Maio, 2021 Já foram identificados barracões agrícolas onde viviam 60 pessoas. Presidente da junta de fregue...

Rádio Almada 1987/88

CIGYM Seixal 1988

Entrevista com António Matos

1987 Entrevista a Emília Lídia Presidente da Junta de Freguesia de Almada sobre a noite em que o S. João passa na capela da Ramalha.

1988 Maria Emília Neto de Sousa fala sobre o Parque da Paz.

Maria das Dores Meira começa a ser julgada por quatro crimes

9.05.2021

Presidente da Câmara de Setúbal começa a responder esta quarta-feira, no tribunal da cidade, por dois crimes de peculato de uso e por outros dois de abuso de poder. Sessão começa logo pela manhã e decorrerá durante todo o dia

uase quatro anos após a Câmara de Setúbal ter distribuído milhares de folhetos, nos quais foi usada uma imagem de um outdoor do PSD a criticar o elevado IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) da cidade, Maria da Dores Meira vai começar a ser julgada, esta quarta-feira, 19 de maio, por dois crimes de peculato de uso e mais dois crimes de abuso de poder.

Qual a razão para responder em dose dupla por tais crimes, cuja pena de prisão máxima num dos crimes vai até um ano e no outro até três anos? Já após estar a ser investigada no âmbito daquele caso, em que o município assumiu os custos da propaganda a elogiar a gestão da CDU, a presidente da câmara deu ordens para repetir um ataque à oposição, dessa vez contra o PS, que contestara o IMI mais alto do País.

No final de 2017, a autarquia colocou outdoors, nos quais acusou o PS de não defender a nível nacional a descida do teto máximo da taxa daquele imposto.

À Polícia Judiciária, a Comissão Nacional de Eleições considerou que, em ambos os casos, estiveram “mensagens político-partidárias” violadoras dos “especiais deveres de neutralidade e imparcialidade”.

O chefe de comunicação da autarquia ainda chegou a assumir a responsabilidade. Mas, depois, segundo o processo consultado pela VISÃO, Dores Meira garantiu que havia sido ela a ordenar as impressões, por considerar injusto que a câmara fosse acusada de ter um IMI alto – quando estaria obrigada a tal pelo contrato de reequilíbrio financeiro, estabelecido em 2002.

Porém, o Ministério Público concluiu, com base em vários pareceres de organismos do Estado, e até despachos já do atual Governo, que o município não estaria obrigado a tal.

O arranque do julgamento está marcado para Tribunal Judicial de Setúbal às 9.15 horas e tem prevista a continuação da parte da tarde.

Apesar de este processo remontar ao início do mandato, o julgamento começa às portas da eleições autárquicas, em que Dores Meira termina o seu mandato em Setúbal e avança para a corrida à Câmara de Almada.

Veja mais em :::::> VISÃO

Maria das Dores Meira: “Deixamos um ativo de 500 milhões de euros” em Setúbal

13 de Maio 2021 João Gonçalves 

Maria das Dores Meira está no terceiro e último mandato na Câmara Municipal de Setúbal , em 2017, nas eleições autárquicas reuniu 37,07% das intenções de voto pelo PCP-PEV. E agora numa grande entrevista ao Diário do Distrito, dividida em três partes, faz um balanço sobre o seu percurso enquanto Presidente da Câmara Municipal de Setúbal e um olhar para o futuro.

A autarca da capital de distrito abre assim esta série especial de entrevistas com todos os Presidentes de Câmara da Península de Setúbal que pode acompanhar aqui no seu jornal.

No terceiro último mandato à frente da Câmara Municipal de Setúbal, que balanço faz da sua prestação a comandar o destino dos Setubalenses desde 2006?

De facto, foram cerca de 20 anos, foram 20 anos de trabalho na Câmara Municipal de Setúbal e é difícil dizer só os últimos três, que foram doze anos de presidência do município. Enquanto vereadora no âmbito da educação, fui vereadora já na qualidade de Presidente e tive o pelouro da educação. Foi assim com muito prazer que verificávamos uma alteração profunda e tudo começa na educação. Aumentámos escolas, fizemos escolas novas, fizemos pré-escolares. Estamos a acabar de tirar o amianto das escolas e sentimos o dever cumprido. No entanto, quero chamar a atenção de que quando comecei a trabalhar na área da educação tinha cerca de 6.700 e tal meninos que estavam em regime duplo numa escola. Quer dizer que 200 e tal crianças tinham uma escola a tempo inteiro. Entravam às 9h00 da manhã e saíam às 17h00 da tarde e tinham um complemento de apoio à família. Só 200 e tal crianças. As 6 mil e tal que estou a falar são meninos que tinham escola só numa parte do dia. Tinham uma turma de manhã e outra à tarde, portanto era meio tempo. Quer dizer que as famílias ou tinham condições para ter as crianças em casa, com familiares, ou com as mães ou os pais para tomarem conta deles, ou então pagavam esse complemento do resto do dia a um ATL, com graves prejuízos para quem não tinha dinheiro nenhum. E tinham de pôr as suas crianças num local seguro, onde pudessem aprender e estar a outra parte do dia em que não tinham escola. Isto parece que não tem importância, mas tem muita. 

ermos conseguido um dos principais objetivos que foi pegar na educação e fazer dela uma grande bandeira, foi um objetivo conseguido. Todas as crianças, até há dois anos atrás estavam em regime completo, não estavam em regime duplo. Hoje, graças ao desenvolvimento que o município tem, existem só cerca de 200 crianças que estão em regime duplo em sítios que, como estão a ter uma grande procura de habitação, nomeadamente Azeitão, agora já não há salas de aula suficientes. É um problema que temos de resolver, temos de criar uma outra escola na Quinta da Caiada. E, portanto, o município, no que diz respeito às suas responsabilidades na área da educação, inverteu 200 e tal para 6.000 e tal a tempo inteiro. E hoje estão 200 em duplo, exatamente pela procura de casas nesses territórios. 

“Quem diz isso não tem o mínimo de senso e responsabilidade do que está a dizer. É má fé ou desconhece a cidade”.

Tivemos um trabalho intenso, muito grande com a comunidade educativa. Tivemos uma grande proximidade e fizemos muitos projetos que acho que foram extremamente positivos para toda a comunidade educativa. Avizinham-se dias menos bons, relativamente na área da educação. Portanto, ficarmos sem condições financeiras para gerirmos edifícios escolares de 2º, 3º ciclo e secundário é muito preocupante para todos nós. 

Outra grande bandeira foi o trabalho que fizemos com as Juntas de Freguesia, com o poder local. Neste caso, junto dos nossos colegas das Juntas de Freguesia. Costumamos dizer que somos sete mais cinco. Somos sete eleitos, mais cinco eleitos das Juntas de Freguesia e Presidentes de Junta que connosco trilharam este caminho que foi longo e foi bom, muito bom. E que funcionámos todos como se fossemos vereadores. É esta a chave do nosso sucesso que fizemos em prol das populações, porque de facto cruzámos muito bem, tivemos muito próximos, grande partilha no trabalho, criámos um gabinete de apoio ao trabalho das freguesias. Esse gabinete dependeu da presidente, agora depende de um vereador, Carlos Rabaçal, que tem o pelouro das obras e que também tem o acompanhamento às freguesias e que faz um trabalho extraordinário com as freguesias. Esta proximidade, esta descentralização de competências que possibilitou que de uma ponta à outra do concelho que o trabalho fosse duplicado, triplicado, em relação àquilo que seria expectável inicialmente, exatamente porque funcionamos todos como se fossemos um só corpo. Quem beneficiou foram as populações, beneficiaram do ponto de vista da requalificação do território, da qualidade vida, da cultura do desporto. Porque, como funcionávamos tão próximos, o que era preciso num movimento associativo, a Câmara e a Junta auxiliávamos e recuperávamos aquele clube. E foi um sucesso. 

Relativamente à área da mobilidade, nós assistimos a uma revolução. Quero lembrar que, por exemplo, em Azeitão, foram feitas obras na área do saneamento das águas, das pavimentações, da criação de passeios das dezenas e dezenas de ruas que nós fizemos. Nós temos isso tudo identificado, não é show off e as pessoas que lá moram sabem disso. Relativamente aos passeios à requalificação da rede viária em todas as freguesias foi uma coisa extraordinária, foram quilómetros, quilómetros. Então passeios não havia em quase nenhuma freguesia. Nas chamadas freguesias rurais não existiam quase passeios nenhuns. No centro da cidade, mesmo assim existiam sítios que nunca tinham visto uma pinga de alcatrão. Hoje estão reabilitadas, são áreas asfaltadas, requalificadas. Foi extraordinário. 

Relativamente aos nossos bairros sociais, existem bairros que os setubalenses ou os azeitonenses não sabem que são bairros sociais. Sabe quem lá vive e sabemos nós. Existe um no centro da cidade que felizmente não tem carimbo nem estigma. E nós tratamo-lo sem carimbo e sem estigma para que as pessoas não se sintam mal. Em Azeitão há outro bairro assim. Temos 13 bairros que foram todos reabilitados, uns mais, outros menos. Outros que vão ser agora com o protocolo que já assinámos com o Sr. Ministro das infraestruturas, Pedro Santos. Assinámos um protocolo na ordem dos 23 milhões para eficiência energética, para se tirarem coberturas com amianto.. Fizemos o bairro da Alameda das Palmeiras. Os outros bairros estamos a fazer paulatinamente. O Bairro da Bela Vista que é enorme, a criação daquele projeto “Nosso bairro, nossa cidade”, que foi um sucesso a todos os níveis. Hoje as crianças daquele bairro têm férias, tem acompanhamento ao estudo, têm cultura, têm desporto. A auto-estima das pessoas existe, hoje existe orgulho em pertencer aqueles bairros. Antigamente, as pessoas não davam sequer a morada das suas casas com medo de não arranjar emprego por pertencerem aqueles bairros. Aquilo tudo transformou-se. Temos 300 e tal interlocutores. Hoje, desses interlocutores já muitos passaram a pequenas comissões de moradores. Temos dezenas de condomínios formados que cuidam dos seus prédios. É um exemplo que é solicitado para darmos em Paris, Espanha, em muitos sítios internacionais. Já ganhámos prémios internacionais nesse projeto. Os bairros sociais foram um passo gigante. A descentralização de competências para as freguesias, na área da educação para as famílias e para a formação do ser, do indivíduo, muda tudo. Do ponto de vista cultural, a reabilitação que fizemos nos edifícios culturais foi extraordinária. Não tínhamos um fórum decente. O fórum já tinha recebido várias vezes ameaças por parte da Inspeção Geral de Espetáculos para ser fechado, porque não tinha condições de funcionar do ponto de vista da segurança.

“Relativamente aos passeios à requalificação da rede viária em todas as freguesias foi uma coisa extraordinária, foram quilómetros, quilómetros.”

Reabilitámos o Instituto Turismo de Portugal, o Instituto reabilitou e nós ficámos com uma galeria e somos os proprietários do imóvel. Reabilitámos o nosso Mercado do Livramento, que é considerado dos dez melhores do mundo. Já reabilitámos outros mercados municipais. Estamos à espera da contrapartida, do pagamento das taxas, para começarmos o mercado de Azeitão, dos Brejos. O Mercado Municipal de Vila Nogueira de Azeitão foi todo reabilitado pela Junta de Freguesia. A Junta, com a ajuda da autarquia, reabilitou o grande Mercado Mensal de Azeitão que foi todo transformado. A Galeria do Banco de Portugal que foi transformada numa galeria de arte. O nosso Convento de Jesus, pérola, jóia. Já vamos com cerca de 6 milhões de euros ali gastos. Vamos agora para a terceira fase para acabar algumas salas que não estão acabadas. Temos vindo paulatinamente a concorrer a fundos comunitários e a Câmara Municipal a pagar a sua comparticipação na ordem dos 45%, 50%. Adquirimos a Casa da Cultura, antigo Círculo Cultural. Reabilitámos aquilo com uma dignidade que está à vista de todos. Adquirimos aqui a casa do turismo, reabilitámos o nosso Museu do Trabalho, estamos a reabilitar a Praça do Bocage, criámos a sala de municípios.

Estamos a criar condições aqui na parte do sótão que vai ser um espaço novo. Portanto, este edifício [Paços do Concelho] foi levantado o telhado, chovia aqui como na rua. Este edifício, dentro de um mês está acabado. Levou agora um elevador, só tinha uma escada. Adquirimos o edifício da EDP para centralizarmos ali muitos serviços. De facto, hoje, os serviços do urbanismo, das obras municipais, da fiscalização, trabalham ali em condições que nunca tiveram. Foi melhorado também o Edifício Sado, também com a concentração de alguns serviços que estavam dispersos no município. Melhorámos as instalações dos bombeiros. Equipámos os nossos bombeiros, comprámos novas viaturas. Requalificámos os serviços das obras. Melhorámos os serviços de higiene e limpeza, comprámos novos equipamentos. Melhorámos os serviços de jardins da área do ambiente, fizemos muitos projetos na área do ambiente. Assinámos o “Pacto de Autarcas” na comunidade europeia e temos vindo a reduzir muito as emissões de CO2, de acordo com os nossos compromissos já ultrapassámos em muito os nossos objetivos. Criámos melhores condições de trabalho para os trabalhadores de higiene e limpeza, dos espaços verdes. Criámos os novos viveiros municipais, criámos hortas municipais. Criámos o nosso arquivo municipal, estava cá em cima em condições muito precárias. Está hoje no novo edifício só para o arquivo municipal. O edifício que foi comprado que era as antigas instalações das finanças que está ali na Avenida dos Combatentes e já tem a parte de baixo como arquivo moderno que é de fácil manutenção e manuseamento. A parte de cima vai ter o serviço educativo dos arquivos. O Arquivo Américo Ribeiro já não vai ser onde é. Temos os edifícios amarelos que vamos recuperar por dentro, porque os nossos serviços pediram e bem que aquilo fosse apenas a Casa de Américo Ribeiro. Temos tido uma data de doações, têm vindo outros fotógrafos a dar milhares e milhares de arquivo fotográfico à Câmara. Temos estado a cuidar desses milhares. Já começámos a fazer obras na Casa Luísa Todi, vamos fazer obras na Casa do Corpo Santo e vai ser alargado para um espaço de artes. Foi recuperada a capela da Casa do Corpo Santo. Foi recuperada a Casa do Bocage que hoje tem outro espaço expositivo. O Parque Urbano de Albarquel, a praia da Saúde, o Eco Parque do Outão, o Parque da Juventude que desanexamos outro parque da Gâmbia. Adquirimos a Casa das Quatro Cabeças, recuperámo-la e hoje funciona como alojamento local para quem faz ERASMUS. Fizemos obras em parceira com o IPJ, na casa da Juventude. Era uma coisa fechada e velha e fomos nós que recuperámos. Fizemos já grandes obras no Parque Santiago, que adquirimos já há uns 15 anos atrás e tem vindo sempre a ser requalificado. Agora temos a nossa praça a ser reabilitada. Tirámos a Pizza Hut e temos um espaço com outra qualidade. Podemos ter feiras de artesanato, música ao vivo. Vamos recuperar o centro, no sentido de tornar a praça mais atrativa. As nossas rotundas, não fazemos só para deixar de haver engarrafamento e CO2, temos um cuidado de ponto de vista estético, de modo a que as pessoas tenham prazer a fazer aquela rotunda. Tem sido um trabalho longo.

Relativamente à obra feita e que acabou de citar, a oposição refere que muitas foram uma questão de embelezamento. O que tem a dizer sobre isto?

Eu acho que depois do que acabei de dizer está tudo dito. São palavras ocas que leva o vento. Pode ser testemunhado por quem cá vive e por quem nos visita. Não fizemos obras só no centro da cidade e só onde há prédios. Fizemos obras onde eles nunca tocaram, no Grito do Povo, no Bairro dos Pescadores. Nos bairros sociais que eu acabei de referir. Não são obras de embelezamento, são obras estruturantes para a qualidade de vida e melhorar a vida das pessoas. Dizer que o Quartel do 11 que estava a cair aos pedaços é obra de embelezamento, bom…Quer dizer, tem de se fazer a obra e tem de ficar bonito. 

“Quando aqui chegámos, em 2001, os atrasos nos pagamentos eram de 2 anos, 4 anos. Temos prova disso. Estamos a fazer tudo para que até dezembro deste ano sejamos um município sem pagamento em atraso.”

O projeto da Várzea é obra de embelezamento? Nunca mais tivemos aqui cheias na cidade que normalmente todos os invernos o comércio local ficava com cheias dentro de casa. Quisemos fazer não só uma baía de retenção, mas um parque de lazer. Estão lá 4 milhões enterrados em baixo. É obra de embelezamento? A estação intermodal é obra de embelezamento? As pessoas que chegavam do comboio tinham de ir até à Avenida 5 de Outubro para apanharem outro comboio. É obra de embelezamento? Um Setubalense, em vez de pagar 200 e tal euros entre o passe daqui até Lisboa e depois para circularem entre Lisboa. Agora pagam 40 euros. Mas a Câmara Municipal tem de pagar 2 milhões ao sistema porque os operadores não são a Santa Casa da Misericórdia. Nós somos os últimos da Península, somos os que estamos mais longe e, por isso, pagamos 2 milhões e tal a esse sistema. Isso é embelezamento? Quem diz isso não tem o mínimo de senso e responsabilidade do que está a dizer. É má fé ou desconhece a cidade.

Como está a situação financeira do município?

Está a andar bem. Se não tivesse havido pandemia, neste momento, já não tínhamos pagamentos em atraso. Mas com a situação pandémica gastámos mais de 1 milhão de euros a ajudar, quer do ponto de vista da alimentação, dos Equipamentos de Proteção Individual, do que foi preciso alterar dentro dos espaços da Câmara Municipal. Tivemos de alterar muita coisa dentro dos nossos edifícios. Gastamos mais de 1 milhão de euros a dar apoio e a pagar alimentação a quem não se enquadrava na responsabilidade da Segurança Social. Juntamente com isto, deixámos de receber taxas, isentámos de taxas pessoas que têm os seus restaurantes ou bares ou pastelarias. Publicidades, se as pessoas têm as empresas fechadas. Isentámos os estacionamentos. Tivemos edifícios fechados que nos dão alguma rentabilidade. A Casa da Baía, a Casa do Turismo são receitas para a Câmara. As piscinas que têm receitas para a Câmara pararam. Tudo o que era despesas aumentou. Temos, neste momento, um atraso de pagamento de 100, 105 dias que é muito importante. Quando aqui chegámos, em 2001, os atrasos nos pagamentos eram de 2 anos, 4 anos. Temos prova disso. Estamos a fazer tudo para que até dezembro deste ano sejamos um município sem pagamento em atraso. Quer dizer que deixamos um ativo de 500 milhões de euros relativamente ao balanço no que diz respeito aos bens que adquirimos para o município, às obras que fizemos no espaço público, ao que demos às Juntas relativamente à descentralização de competências. Pagamos por ano cerca de 4 milhões de euros às Juntas de Freguesia. Quando cá chegámos, o património desta casa estava avaliado em 100 milhões, não sou eu que digo, está nos documentos oficiais da Câmara. Irá à sessão de Câmara do próximo dia 26 de maio a apresentação de contas que, de acordo com a lei, tem de ter os ativos atualizados. Portanto, esta a ser feito esse grande levantamento. Não foi embelezamento porque se não, não estavam lá os 500 milhões.

Veja mais em ::::> Diário do Distrito

Imigrantes: Pegões denuncia insalubridade e diz não querer ser uma segunda Odemira

Por Redação S+ Imagem DR -7 de Maio, 2021

Já foram identificados barracões agrícolas onde viviam 60 pessoas. Presidente da junta de freguesia diz que as autoridades estão avisadas da degradação das condições de vida desde dezembro.

A freguesia de Pegões, no concelho do Montijo, ameaça tornar-se numa segunda versão de Odemira, com uma parte significativa dos cerca de dois milhares de imigrantes asiáticos que ali trabalham em explorações agrícolas a viverem em alojamentos sobrelotados e sem condições de salubridade. A situação foi confirmada ao Semmais pelo próprio presidente da união de freguesias, que diz temer pela segurança de todos os residentes e que afirma esperar, desde de dezembro último, que o Estado ponha termo às situações identificadas e já denunciadas.

“Em dezembro, depois de uma rixa entre paquistaneses, com vários feridos e que obrigou à presença do Corpo de Intervenção da GNR, a Assembleia Municipal aprovou por unanimidade uma moção que foi enviada a todas as entidades com responsabilidades, dando conta da degradação das condições de vida em Pegões destas pessoas. Até hoje, apesar de várias reuniões, parecem que todos tentam sacudir o problema. Nada está resolvido”, contou ao Semmais o presidente António Miguéis.

A versão do presidente da união de freguesias é, de resto, diferente da do presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, que ao nosso jornal confirmou a realização de diversas operações com funcionários municipais, da freguesia, da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e da GNR, dando conta de que tinham sido identificadas algumas situações de pessoas a viverem em casas sem condições de habitabilidade, mas que o caso não era preocupante.

“O que eu constato é que vivemos uma Pegões uma situação muito parecida com a de Odemira. A diferença é no número de pessoas”, refere por sua vez António Miguéis, estimando que sejam cerca de 2.000 os asiáticos (paquistaneses, indianos e nepaleses) que vivam na freguesia. Já Nuno Canta, referindo-se à comunidade imigrante, estimou-a em “pouco mais de um milhar”.

Casas esventradas para aumentar capacidade de alojamento

O presidente da União de Freguesias de Pegões e Santo Isidro diz que, na sequência de diversas ações de fiscalização que têm sido efetuadas, até foram encontradas na localidade algumas habitações cujas paredes terão sido derrubadas para assim se obter mais espaço.

“Vi o que não esperava. Há casas com o interior esventrado. Numa delas, com cerca de 80 metros quadrados, foram identificadas 26 pessoas que ali residiam. Têm sido vários os casos em que, dentro da vila, encontramos casos onde vivem oito, dez e até 18 pessoas. Além disso, em alguns barracões agrícolas, já foram encontrados mais de 20 residentes. Num caso havia alguns 60”, disse António Miguéis.

O autarca de Pegões refere, por outro lado, que a situação que se vive na localidade é, em parte, consequência da própria atuação dos arrendatários. “Existe um claro aproveitamento dos proprietários, que não olham a meios para atingirem os fins”, refere. “Já encontrámos pessoas não licenciadas ou registadas pela junta a habitar em casas onde não existem condições. Está tudo ao monte”.

Nuno Canta, por sua vez, admite que “por vezes surgem algumas situações que são averiguadas”, salientando, no entanto, que “não há exemplos de grandes problemas”. O autarca do Montijo entende que as operações de fiscalização que têm sido realizadas “não são de repressão e não acontecem devido a situações que possam estar a ocorrer noutras zonas do país”. “Estas operações são antes uma prática comum no município e que visam detetar e identificar problemas relacionados com questões de saúde (Covid-19) ou de falta de condições nas habitações”.

“Já temos imigrantes que alugam eles próprios casas a outros imigrantes. Cobram entre 100 e 120 euros por mês por cabeça. No caso dos arrendatários portugueses, o preço pode ser um pouco mais baixo”, afirma o autarca de Pegões, referindo que também já aconteceu terem sido localizados, no lugar de Figueiras, alguns imigrantes que tinham contraído Covid-19. “Ficaram confinados e recebiam comida de uma instituição de solidariedade”, explicou.

Canta defende que mão de obra é “essencial”

O presidente da câmara do Montijo entende que a situação da comunidade asiática residente no concelho está devidamente identificada e acompanhada pelos serviços autárquicos e da freguesia, mas também pela GNR e ACT. “Não podemos esquecer que estas pessoas que aqui vivem são essenciais para o concelho, do mesmo modo que são essenciais para o país”, referiu. Nuno Canta diz que se não fossem os imigrantes asiáticos, o setor agrícola, nomeadamente no que se refere às explorações hortícolas e frutícolas, que são particularmente fortes no Montijo, não teriam a atual dimensão. “Estas pessoas são necessárias à produção nacional. As suas condições de vida, nomeadamente as de habitabilidade, são um problema que em grande parte é responsabilidade de quem arrenda as casas. O que sabemos é que quando existe alguma queixa ou suspeita, a GNR é chamada a intervir e depois procede à notificação do proprietário”, afirmou.

Câmara de Sesimbra reúne com moradores do Bºda Boa Água na Quinta do Conde

2 de MAio 2021

Decorreu na manhã de 2 de maio uma reunião entre a autarquia e os moradores do bairro da Boa Água, na Quinta do Conde, onde vivem 47 famílias, para explicar as obras de requalificação do espaço público que estão em curso assim como as intervenções previstas para os blocos de habitação.

Os trabalhos de melhoria do espaço público que estão a ser feitos entre os edifícios incluem a colocação de mais bancos, plantação de oliveiras e criação de canteiros com plantas como alecrim ou rosmaninho.Numa segunda fase, que deverá ter início brevemente, avançarão as obras nos edifícios de habitação, nomeadamente o isolamento e pintura das fachadas dos seis blocos. «Vamos ainda substituir, reparar e isolar as coberturas para evitar infiltrações», adiantou o vereador com o Pelouro das Obras Municipais, Sérgio Marcelino.

Presente neste encontro, a vereadora com o Pelouro da Ação Social e Habitação, Felícia Costa, acrescentou que a autarquia deverá apresentar uma candidatura, no âmbito Plano de Recuperação e Resiliência, para financiamento da construção de 71 novos fogos de habitação social na zona da Ribeira do Marchante e um bloco no Conde 1.

Veja mais em ::::> Câmara Municipal de Sesimbra 

24 de Abril uma noite diferente

24/04/2021 Almada


Câmara Municipal de Almada

Almada celebrou ontem, na Academia Almadense, o 25 de Abril com o espetáculo comemorativo dos músicos Salvador Sobral e Miguel Araújo.

Os 47 anos da Liberdade conquistada em 1974 foram assinalados, nesta ocasião, pela presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, que cantou com os Almadenses a «Grândola Vila Morena».25 de Abril sempre!

Uma noite diferente

Almada 24 de Abril 2021

União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

A Sessão Solene Comemorativa dos 47 anos do 25 de Abril, realizou-se às 16h00 de hoje na Escola Secundária Cacilhas-Tejo. Esta Sessão Solene contou com as intervenções dos Presidentes da União das Freguesias e da Mesa da Assembleia, de vários eleitos da Assembleia das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas e do Comandante Manuel Carvalho representante da Associação Conquistas da Revolução. Estiveram também presentes representantes de várias Associações e Instituições. Seguidamente assistimos a um excelente concerto de Tributo a Zeca Afonso, “Zeca Diferente”.

Se não teve oportunidade de assistir em directo poderá ver aqui: https://youtu.be/I6TWAFytFMY

25 de Abril Sempre! Fascismo Nunca Mais!

Almada 25 de Abril 2021

https://www.facebook.com/antonio.jose.matos/videos/10219665919342477

António Matos

“O movimento associativo presente, celebrando ABRIL. Hoje, no centro da cidade. …”

Foto :> Raquel Ferreira

TV Almada

https://www.facebook.com/tvalmada/videos/1433840220264805
Mensagem de Abril – Henrique Santos

União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

A Sessão Solene Comemorativa dos 47 anos do 25 de Abril, realizou-se às 16h00 de hoje na Escola Secundária Cacilhas-Tejo. Esta Sessão Solene contou com as intervenções dos Presidentes da União das Freguesias e da Mesa da Assembleia, de vários eleitos da Assembleia das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas e do Comandante Manuel Carvalho representante da Associação Conquistas da Revolução. Estiveram também presentes representantes de várias Associações e Instituições. Seguidamente assistimos a um excelente concerto de Tributo a Zeca Afonso, “Zeca Diferente”.

Se não teve oportunidade de assistir em directo poderá ver aqui: https://youtu.be/I6TWAFytFMY

25 de Abril Sempre! Fascismo Nunca Mais!

Cpc Peões da Caparica

União das Freguesias presente na Praça São João Baptista

No âmbito das comemorações dos 47 anos do 25 de Abril, a União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas organizou hoje, em conjunto com as Freguesias do Concelho de Almada, pelas 10h00, uma concentração na Praça São João Baptista.

A União das Freguesias de Laranjeiro e Feijó, representada pelo Presidente de Junta, Luís Palma e pelo Presidente da Assembleia, Manuel Verdugo, prestaram homenagem aos que lutaram e até deram a vida para que vivamos em Liberdade e Democracia.

Amigos do Alentejo do Feijó

União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas 

Eleições Presidenciais 2021

24 de Janeiro 2021

Seixal

Ricardo Moreira de Carvalho

“Má organização das eleições nos Foros de Amora. 6 mesas no mesmo espaço com 1a única entrada (?!) sem separação de filas (!). Resultado: amontoados de pessoas. Colaboro nas mesas há 16 anos e nunca vi tão má organização como desta vez. Logo nesta que era + necessário. Incrível.”

Voluntárias distribuíram bens alimentares a doentes retidos em ambulâncias no Hospital Garcia de Orta

21 de Janeiro 2020

Quatro voluntárias distribuíram bens alimentares e águas aos operacionais e doentes, à porta do Hospital Garcia de Orta, em Almada.

Quatro voluntárias distribuíram ontem bens alimentares e águas aos operacionais e doentes que estiveram várias horas retidos nas ambulâncias, à porta do Hospital Garcia de Orta, em Almada.

Os Bombeiros Voluntários do Seixal agradeceram pela ação solidária: “A estas voluntárias, e a muitos outros voluntários como elas, o nosso muito obrigado”.

Veja mais em ::::> Diário do Distrito

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