5 de Outubro 1910 em Almada

por Artur Vaz ALMADA REPUBLICANA .O jornal republicano A Capital, em edição de 4 de Outubro de 1910, noticiava:“A vila de Almada já proclam...

As vitórias e derrotas na Península...

27 de Outubro 2021 Inês de Medeiros reforça vitória em Almada Inês de Medeiros consegue reforçar a vitória em Almada, mantendo assim a...

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Hospital Garcia de Orta abre pólo n...

Carmo Torres Setembro 3, 202 O Centro Multidisciplinar Dor Beatriz Craveiro Lopes (CMD BCL) do Hospital Garcia de Orta (HGO) acaba de abrir um...

5 de Outubro 1910 em Almada

por Artur Vaz

ALMADA REPUBLICANA

.O jornal republicano A Capital, em edição de 4 de Outubro de 1910, noticiava:“A vila de Almada já proclamou a República, desfraldando a bandeira republicana no alto do Forte, na Câmara e na Administração”.

À 1 hora da madrugada do dia 4 de Outubro, começou-se a ouvir, em Almada, aos primeiros tiros das peças dos navios de guerra São Rafael e Adamastorque, ancorados no Tejo, aderiram à revolução.

O povo almadense acordou e dirigiu-se, maciçamente, para a alameda do Castelo, acompanhado pelos republicanos, José Justino Lopes, Manuel Parada, Marcos Assunção e tantos outros, na tentativa de observar o que se estava a passar em Lisboa.

Em Cacilhas acorreu grande número de populares, apoiantes da República, pretendendo embarcar para a outra margem do Tejo.

Repentinamente, apoiantes da revolução organizaram uma manifestação, a caminho das fábricas de Cacilhas, Margueira, Mutela e Caramujo, incitando o operariado a festejar.

Nessa jornada de festa e alegria juntaram-se vários elementos das bandas musicais das filarmónicas das colectividades Incrível e Academia Almadense, entoando em conjunto o hino revolucionário e em fraterna comunhão, dirigindo-se então para os Paços do Concelho, onde foi hasteada a bandeira do Centro Republicano Elias Garcia, proclamando assim a República em Almada.

Depois, a enorme multidão dirigiu-se em direcção à então Calçada da Pedreira, onde, num dos seus prédios morava o tenente João Baptista Henriques – responsável militar pelo Forte de Almada – pedindo-lhe autorização para hastear a bandeira da revolução.

Perante resposta positiva, a multidão transportou o oficial em ombros até ao Forte e aí, perante o seu juramento moral, foi içada no mastro a bandeira verde e rubra.

No dia seguinte foi nomeada uma Junta Revolucionária que se reuniu pela primeira vez, tomando várias resoluções com o conhecimento do povo almadense que, euforicamente, pelas ruas dava vivas à República e cantava a Marselhesa, enquanto que em Lisboa era proclamada das varandas do edifício da Câmara Municipal, perante o júbilo de uma multidão que ouvia de José Relvas a implantação de um regime mais justo e defensor dos ideais: Liberdade, Democracia e Fraternidade

.Fonte: “Cantinhos e Memórias do Concelho de Almada”, Edição da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, 2005, de Artur Vaz.

Foto: Grupo de republicanos do Centro Republicano Capitão Leitão (Almada), extraída da obra “Proclamação da República em Almada”, Edição da Câmara Municipal de Almada, 2011, de Alexandre M. Flores e António N. Policarpo.

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Moita – ‘Foi um privilégio trabalhar com homens e mulheres desta equipa’

Carmo Torres  Setembro 29, 2021

Carmo Torres  Setembro 29, 2021

A última reunião camarária com o actual executivo CDU na Câmara Municipal da Moita teve lugar esta tarde e foi marcada por várias despedidas, num executivo de nove vereadores, em que seis deixam o executivo.

A reunião teve a votação apenas duas propostas na Ordem do Dia ligadas com uso de bancas no Mercado Municipal de Sarilhos Pequenos e no Mercado Municipal da Baixa da Banheira e uma curta duração que não chegou a completar uma hora.

Os agradecimentos aos trabalhadores e aos munícipes por parte dos que cessaram as funções, assim como o respeito mútuo entre os eleitos, marcaram os discursos de despedida, que se iniciaram com o vereador Joaquim Raminhos (BE).

“Este é um momento especial, a última sessão de câmara deste mandato e a minha última como vereador. Completei quatro mandatos que me enriqueceram como pessoa e que me permitiram contribuir para resolver alguns problemas da população.

Ao longo destes dezasseis anos defendi sempre uma conduta democrática nos órgãos de poder local e apelando sempre a maior participação dos munícipes.”

Realçou ainda “o sentido de respeito que sempre foi mantido nas relações dos vários vereadores que por aqui passaram” e garantiu que “esta saída do cargo de vereador não significa uma despedida ou uma desistência de nada.  Os munícipes do concelho da Moita podem continuar a contar comigo e com o BE para resolução dos problemas existentes.”

Luís Chula (PS), vereador do pelouro da Proteção Civil fez um balanço positivo relativamente à pandemia de covid19 no concelho, “cuja diminuição no número de casos está a evoluir favoravelmente”.

Também Luís Chula se despediu da Câmara Municipal, após quatro mandatos no executivo “naquele que é o meu último acto político durante os próximos tempos”, e recordou o trabalho realizado a meio tempo na vereação da Proteção Civil “obrigando-me a uma gestão complexa em tempo de pandemia, e num pelouro que nesta Câmara Municipal sempre foi um parente pobre. Não foi fácil e obrigou-me a muito tacto e diplomacia.”

Com a “sensação do dever cumprido”, o vereador socialista deixou vários agradecimentos aos munícipes, entidades, equipa de apoio, e à vereação “pela forma como fui tratado e no respeito pelas relações humanas e institucionais” e aos trabalhadores do município “pela forma como me acolheram e por toda a colaboração prestada”.

Outra despedida foi a do vereador Luís Nascimento (PSD/CDS/MPT). “Foi um prazer trabalhar com todos vós, independentemente das ideias políticas, tentei construir pontes e não cavar abismos entre todos.”

Também o vereador deixou um agradecimento especial para os funcionários da Câmara Municipal “em especial a divisão de Desenvolvimento Económico” e para os munícipes “e espero que o novo executivo prossiga no caminho do desenvolvimento da Moita, para que deixe de ser um concelho dormitório”.

A vereadora sem pelouro Filomena Ventura (PS), também se despediu com uma referência aos projectos que gostaria de ter visto implementados, e deixou um agradecimento “pelos momentos de informalidade com todos os camaradas desta vereação em que conseguimos respeitar o ser humano independemente das opções partidárias, e pela urbanidade com que sempre discutimos as várias opções para o concelho”.

A vereadora deixou ainda “o reconhecimento para todos os que, em tempo de confinamento, trabalharam para garantir o funcionamento da instituição”.- publicidade –

Outra despedida foi a do vereador Pedro Aniceto “uma vez que não irei voltar mesmo em substituição de outros eleitos, como tenho feito neste mandato”, e deixou agradecimentos aos funcionários e “ao vereador Luís Chula que teve um desafio com o combate à pandemia neste mandato”.

O vereador colocou “quatro questões simples, saber qual os status do voucher do wifi ‘Foryou.pt’, que continua em análise ou estudo; a mesma pergunta para os tais quiosques digitais; e informação sobre duas obras iniciadas a bom ritmo e que de repente vejo paradas: a obra do estacionamento no Gaio e no parque de merendas de Sarilhos Pequenos”.

Sobre estas questões o ainda presidente Rui Garcia afirmou que “serão respondidas pelo próximo executivo, já não são comigo”.

Rui Garcia: «deixamos um concelho para a futura Câmara inaugurar obras durante metade do mandato»

A última despedida da reunião coube a Rui Garcia, após oito anos de mandato como presidente da Câmara Municipal da Moita.

“O sentimento que tenho é de orgulho pelo que fizemos e por ter podido ser parte da construção do progresso do nosso concelho. É uma honra enorme ter estes mais de vinte anos de história deste executivo, iniciados como vereador, vice-presidente e presidente.

Ao longo destes anos houve muitos sucessos, alguns insucessos, mas sempre a convicção de trabalhar para melhorar a vida da nossa população.

oi uma grande honra ter integrado os colectivos da CDU, porque a ribalta nunca foi do individual, mas do espírito do colectivo e tudo o que foi alcançado não o teria sido sem essa força de trabalho e união.”

Rui Garcia destacou ainda “o privilégio de trabalhar com homens e mulheres desta equipa e colectivo que todos os dias presta o serviço público à nossa população. Foi também uma aprendizagem do que é ser trabalhador numa autarquia.

Chegados ao fim deste tempo, é este sentimento que aqui quero deixar. Todos os percursos nas autarquias têm o seu termo a determinado momento, e o que é importante e o que me deixa orgulhoso é que posso olhar para qualquer lado de cabeça levantada porque o nosso trabalho foi de valores e princípios, com honestidade, seriedade e não há resultado eleitoral que mude isso.

Por isso é com muito orgulho que deixamos um concelho para a futura Câmara durante metade do mandato inaugurar as obras que a CDU deixou preparadas.

E com enorme orgulho que sabemos ter deixado condições para continuar a construir um futuro melhor, e em qualquer circunstância, os eleitos da CDU vão continuar a trabalhar para o futuro desta terra.”

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As vitórias e derrotas na Península de Setúbal

27 de Outubro 2021

Inês de Medeiros reforça vitória em Almada

Inês de Medeiros consegue reforçar a vitória em Almada, mantendo assim a Câmara na gestão do PS

A CDU, com Maria das Dores Meira, mantém os mesmos quatro eleitos na Câmara, ao recolher 21 006 votos, e uma percentagem de 29,69%.

CDU vence em Sesimbra mas sem maioria absoluta

Francisco Jesus reeleito. PS ganhou Freguesia de Quinta do Conde. Chega elegeu um vereador

No total dos votos, a CDU obteve 34,5% e três vereadores, o PS ficou com 30% e também três vereadores. O sétimo vereador ficou para o Chega, que foi a terceira força mais votada, à frente do PSD e do movimento independente Sesimbra Unida.

O PS conseguiu conquistar a Junta de Freguesia da quinta do Conde, a maior do concelho, sendo que nas outras duas a CDU segurou a maioria absoluta.

CDU pode perder Moita para o PS

Carlos Albino novo Presidente da Câmara da Moita

PS e já ganhou freguesias da Moita, Alhos Vedros e Gaio Rosário

Joaquim Santos sobe votação no Seixal

Henrique Freire, do Chega, foi eleito vereador na Câmara do Seixal, com 8,07% (5 022 votos) sendo o único eleito do partido de André Ventura no Distrito de Setúbal. Consegue assim ultrapassar o Bloco de Esquerda, que não elege Francisco Morais.

O comunista Joaquim Santos é reeleito presidente da Câmara do Seixal, com 23 485 votos, o que lhe confere 37,74%, e cinco mandatos (36,54% em 2017). O PS, com Eduardo Rodrigues como cabeça-de-lista obteve 19 204 votos que resulta em 4 mandatos e uma percentagem 30,86.

O PSD, elege Bruno Vasconcelos com 5 795 votos (9,31%).

Na votação para a Câmara, o PS vence na Freguesia de Fernão Ferro, e a CDU na União de Freguesias de Seixal/Arrentela/Aldeia de Paio Pires, na Amora e em Corroios.

Álvaro Amaro dá novo triunfo à CDU em Palmela mas ainda não chega à maioria absoluta

A CDU estás prestes a reeditar mais uma vitória com Álvaro Amaro em Palmela, mas pode não alcançar a maioria absoluta que perdeu há quatro anos.

Carlos de Sousa, cabeça-de-lista pelo Movimento Independente pelo Concelho de Palmela, é eleito para a vereação. Já José Calado, pelo MIM/CDS, perde o lugar que ocupava no executivo.

O PS, segunda força mais votada para a Câmara Municipal, mantém a Junta de Palmela e conquosta a Junta de Quinta do Anjo à CDU.

A CDU mantém as juntas de Pi hal Novo e da União das Freguesias de Poceirão e Marateca.

PS à frente no Montijo mas deve perder maioria absoluta

O PS, com Nuno Canta, lidera a votação para a Câmara Municipal do Montijo, mas está em risco de perder a maioria absoluta reconquistada há quatro anos.

A coligação PSD/CDS/Aliança é neste momento a segunda força política mais votada.

A CDU conquistou a Junta de Freguesia de Sarilhos Grandes ao PS.

CDU à frente em Setúbal deve vencer com maioria relativa

André Martins garante CDU na Câmara Municipal de Setúbal com maioria relativa

Na votação para a Câmara Municipal a CDU tem mais 1100 votos do que o PS e para a Assembleia Municipal essa vantagem é de 1050 votos.

Com estes resultados, a CDU tem garantidos 5 vereadores, o PS 4 e o PSD 2.

BARREIRO

Festas em honra da Nª Srª da Piedade 2021

11 e 12 de Setembro 2021

Apesar do cancelamento de música no recinto devido ao luto por Jorge Sampaio a feira decorreu animada com as necessárias medidas de contenção da Pandemia.

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Hospital Garcia de Orta abre pólo no Laranjeiro com resposta para Dor Crónica

Carmo Torres Setembro 3, 202

O Centro Multidisciplinar Dor Beatriz Craveiro Lopes (CMD BCL) do Hospital Garcia de Orta (HGO) acaba de abrir um novo Pólo na Freguesia do Laranjeiro.

O novo espaço de ambulatório, que inclui consultas externas e Hospital de Dia, tem como objetivo prestar serviços e atos clínicos diferenciados a doentes com dor crónica.

«O novo Pólo ‘fora de portas’ do HGO, no Laranjeiro, vai direta e localmente ao encontro de quem tratamos, garantindo novas e melhores condições, sempre com o objetivo de aumentar a nossa capacidade de resposta», realça Luís Amaro, presidente do Conselho de Administração do HGO.

Segundo Alexandra Reis, Diretora do Centro Multidisciplinar Dor: «com esta expansão, o Centro Multidisciplinar passa a poder assegurar a sua atividade em dois espaços distintos: no Pólo do Laranjeiro, destinado à atividade de Ambulatório (consultas e Hospital de Dia) e no Pólo do edifício do HGO, dedicado à atividade assistencial a doentes, em regime de internamento, e a procedimentos cirúrgicos».

Há 28 anos que o CMD BCL tem como missão prestar serviços e atos clínicos diferenciados a doentes de todos os grupos etários referenciados, portadores de Dor Crónica (oncológica e não oncológica), abrangendo a população da área de influência do hospital dos concelhos de Almada e Seixal.

O novo Pólo do Centro Multidisciplinar Dor Beatriz Craveiro Lopes está em funcionamento na Rua Luís Villas Boas nº20/22, no Laranjeiro (nas instalações da Liga dos Amigos do Hospital Garcia de Orta – LAHGO).

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Festas Nª Srª da Piedade 2009

Almada em debate na SIC

7 de Setembro 2021

Festa da Vindimas Palmela 2021

5 de Setembro 2021 Palmela é vinho, gentes e tradição

Comissão da Festa das Vindimas

“Festejaremos como for possível. De forma contida, medida, calculada para assegurar que poderemos voltar a fazê-lo como antigamente. Não deixaremos de a assinalar.
Recebamos com orgulho a nossa nova Rainha! Brindemos à vida no nosso Mercado de Vinhos!
Escolhamos uma das provas desportivas para participar! Assistamos aos espetáculos que for possível proporcionar!
Mas sempre com a alegria e bairrismo que nos caracteriza, porque afinal…
… as Vindimas somos todos Nós!!!”

5 de Setembro 2021

PISA DA UVA E BÊNÇÃO DO 1º MOSTO

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“Este é um ano com um vinho abençoado”

Diário do Distrito Setembro 5, 2021

Em ano atípico, as tradicionais Festas das Vindimas, estão a decorrer na vila de Palmela, uma das mais importantes festas do concelho que move todos os anos milhares de visitantes durante 5 dias. A organização das festas este ano decidiu avançar com a edição, mas noutro formato e modelo, mais restritivo devido à condição pandémica que Portugal atravessa.

Este domingo de manhã, todos os caminhos foram dar ao Largo do Município, em Palmela, para a tradicional pisa da uva, pelas 11h00, deu-se inicio a uma pisa que foi acompanhada pelas memórias dos hinos das festas, desde 1974 até aos dias de hoje.

A Sociedade Filarmónica Humanitária, levou o seu cavalinho que se fez acompanhar por elementos das marchas e que brindaram o público presente com muita música e memórias de outros tempos. Perto das 12h00, o Grão-Mestre da Confraria do Moscatel de Setúbal, o enólogo Filipe Cardoso, dava a boa nova: “Este é um ano que mais uma vez no dá um vinho abençoado”, no fraco som instalado para a ocasião, ouviu-se que a colheita de 2021 terá vinhos com 13.25.

Depois de anunciado o grau da uva, foi tempo de levar ao altar improvisado em frente à Igreja de S. Pedro, várias pipas que transportaram o 1º Mosto, que foi abençoado pelo pároco local. Vinho esse que é todos os anos oferecido para as missas daquela paróquia.

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Advogados criticam Câmara de Almada por queixa-crime contra ocupação ilegal de casas camarárias

Observador 04 set 2021

O advogado que representa 10 arguidos diz que a Câmara poderia ter evitado o recurso ao tribunal pois “dispõe de mecanismos que lhe permitiam resolver o problema da ocupação ilegal das casas”.

Advogados de defesa dos arguidos acusados de ocupação ilegal de casas camarárias na freguesia do Laranjeiro, criticaram esta sexta-feira a Câmara Municipal de Almada por ter avançado com uma queixa-crime em vez de resolver o caso através de procedimentos administrativos.

Alega também, que, ao longo dos últimos três anos, a Câmara Municipal de Almada não só não retirou os processos em causa a alguns moradores que manifestaram a intenção de abandonar os imóveis, como também não fez nada para resolver a situação daqueles que não têm qualquer outro espaço para viver, nem meios para alugar ou adquirir uma habitação.

“Entre os arguidos temos pessoas analfabetas, que nem sequer sabem recorrer aos apoios legais a que possam ter direito, pessoas com problemas de violência doméstica e pessoas com deficiência”, sublinhou.

“Nesta sessão do julgamento também ficou claro que, em 2018, quando os factos ocorreram, não houve nenhuma tentativa, por parte da Câmara Municipal de Almada, de encaminhar estas pessoas, que estavam numa situação de ocupação de fogos municipais”, acrescentou Vasco Barata.

O advogado referiu ainda que “a lei da renda condicionada estabelece, para quem está numa situação de despejo ou numa situação de desocupação, que tem que ser encontrada uma solução de reencaminhamento para uma solução legal de habitação, para que não tenham, única e exclusivamente, a rua como solução. E, para que haja, por parte dos poderes públicos, essa preocupação de encontrar soluções legais”, acrescentou.

Um argumento que também foi sublinhado na audiência pelos advogados de outros arguidos no processo, que não só criticaram a Câmara de Almada por ter instaurado um processo-crime pela ocupação ilegal de casas, que consideraram um procedimento excessivo, como também acusaram a autarquia de, ao longo dos últimos três anos, pouco ou nada ter feito para tentar resolver o problema habitacional das famílias em causa.

Naquela que foi a última sessão do julgamento antes das alegações finais, o Tribunal de Almada ouviu também a vereadora da Ação e Intervenção Social e Habitação, Teodolinda Silveira, que, confrontada com a alegada ausência de soluções do município para as pessoas que ocuparam as casas, disse que a resposta de emergência para este tipo de casos é da responsabilidade da Segurança Social.

“A resposta de primeira linha para casos de emergência é da Segurança Social”, disse Teodolinda Silveira, acrescentando que há sempre um acompanhamento destes casos por parte da autarquia.

Teodolinda Silveira, que tal como a presidente da Câmara de Almada foi ouvida por videoconferência, salientou ainda que as pessoas que são alvo de ações de despejo são colocadas numa lista de espera, de acordo com o regulamento do município para atribuição de habitação social, mas reconheceu que a Câmara de Almada não tem casas para responder a todos os pedidos dos munícipes.

Na audiência de esta sexta-feira teve também lugar uma acareação, entre a mãe de um dos arguidos, que garantiu ter entregue a chave do apartamento ocupado pelo filho, e um funcionário da Câmara de Almada, que nega ter recebido a referida chave.

O funcionário admitiu que recebeu a mãe do arguido nas instalações da Câmara Municipal, mas, como já tinha dito antes em tribunal, reafirmou que a chave do imóvel não lhe foi entregue, pelo que, face às versões contraditórias, será o tribunal a valorar cada um dos testemunhos.

A agência Lusa tentou ouvir a advogada da Câmara de Almada, que recusou prestar declarações.

As alegações finais terão lugar na próxima sessão do julgamento, prevista para as 14h00 de 21 de setembro.

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Almada em debate

Na contagem decrescente para as Eleições Autárquicas, que terão lugar no final do mês de setembro, a RTP realiza um ciclo de 22 debates, com a moderação de António José Teixeira, Hugo Gilberto, Vítor Gonçalves e Luísa Bastos. A RTP dá voz a todos os candidatos à Câmara Municipal de todas as capitais de distrito e ainda Almada, Amadora, Figueira da Foz e Odemira.

Hoje em debate vão estar os projetos e as ideias das candidaturas que se apresentam a votos para a Câmara Municipal de Almada.

O debate acontece esta quarta-feira, às 22,20h, na RTP3.

O Iniciativa Liberal apresenta Bruno Coimbra. Nascido e criado em Almada, Bruno Coimbra, de 45 anos, licenciou-se em Português e Inglês e é atualmente professor do ensino básico e secundário. Tem ainda uma pós-graduação em Administração e Gestão da Educação na Universidade Técnica de Lisboa. Em 2013 foi cabeça de lista à Junta de Freguesia da Costa de Caparica pelo Movimento de Cidadania pela Costa.
O PS volta a concorrer à Câmara de Almada com Inês de Medeiros
, a autarca em exercício. A atriz e realizadora de 53 anos, nascida em Viena, venceu as eleições autárquicas há quatro anos, dando a primeira vitória ao PS na cidade profundamente comunista. Foi mandatária da campanha de Jorge Sampaio à Presidência da República, em 1996, e foi eleita deputada na Assembleia da República pelo PS, no círculo de Lisboa, nas legislativas de 2009.

O BE recandidata Joana Mortágua à Câmara de Almada. A deputada bloquista, de 34 anos, é vereadora na cidade da Margem Sul do Tejo desde 2017. Licenciada em Relações Internacionais, Joana Mortágua fixou-se no Bloco de Esquerda aos 18 anos e foi eleita deputada pelo círculo de Setúbal em 2015. Foi candidata à Câmara Municipal de Almada nas últimas autárquicas de 2017, onde foi eleita vereadora.

Manuel Matias concorre pelo Chega. 
Tem 54 anos, é residente no Seixal, mas grande parte da sua vida profissional esteve ligada a Almada. Atualmente é assessor do líder do Chega, André Ventura, na Assembleia da República. Manuel Matias está envolvido nas mais recentes polémicas que acusam o Chega de nepotismo, dado que vários nomes da sua família surgem em diferentes candidaturas autárquicas também pelo partido de extrema-direita.

A CDU procura recuperar Almada com a candidata Maria das Dores Meira. A candidata de 64 anos é a atual presidente da Câmara de Setúbal. Há 15 anos neste cargo, Maria das Dores de Meira esgotou o limite de mandatos e está impedida de se recandidatar a presidente da Câmara de Setúbal. Concorre agora para Almada, onde reside desde os 12 anos. A candidata comunista licenciou-se em Direito pela Universidade Internacional de Lisboa, tendo-se pós-graduado em Direito de Propriedade Intelectual pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Entre 2002 e 2006 exerceu o cargo de Vereadora da Cultura, Educação, Juventude, Desporto e Inclusão Social na Câmara de Setúbal.

Nuno Matias, 44 anos, é o candidato pela Coligação Almada Desenvolvida (PSD, CDS, Aliança, MPT, PPM). Licenciado em Economia, Nuno Matias é o atual presidente da concelhia do PSD Almada e vereador na Câmara Municipal de Almada com os pelouros do ambiente, energia, espaços verdes, bem-estar animal e cemitérios.

O PAN apresenta Vítor Pinto, natural de Almada. Com 43 anos, o candidato é especialista em Medicina Tradicional Chinesa e técnico de acupuntura. Está também ligado ao grupo cénico da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense. Vítor Pinto juntou-se ao PAN em 2019.Almada em números:População: 177 400 (+ 1,9% em relação a 2011)
N.º de eleitores: 151 676
Desemprego: 6,1%
Setor com mais trabalhadores: Serviços (16,3%)
Rendimento médio mensal: 1 161€

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1 de Setembro 2021

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